Tenha uma boa noite de sono

Descubra a importância do descanso e veja de que forma você pode melhorar a qualidade de suas horas embaixo do edredom

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Fundamental para a saúde e o bem-estar das pessoas, dormir é um dos mecanismos biológicos mais importantes para o controle do organismo. A cama é um dos lugares em que o ser humano passa mais tempo durante sua vida, ou, pelo menos, onde deveria passar cerca de um terço de sua existência.

Especialistas apontam que o sono tem tanta influência na vida de uma pessoa quanto sua alimentação, podendo gerar problemas em curto, médio e longo prazos. “Durante o sono, o corpo humano realiza funções importantíssimas, com consequências diretas sobre a saúde: o ‘reset’ do sistema imunológico, a secreção e a liberação de diversos hormônios, o cortisol (com funções imunológicas e regulatórias), entre outros. Além disso, há a consolidação da memória e o relaxamento e descanso dos músculos”, explica a Dra. Suemi Marui, médica endocrinologista que integra o corpo clínico do laboratório.

De acordo com a especialista, todos esses hormônios podem ser dosados facilmente por meio de um exame de sangue, embora seja possível aferi-los a partir de testes específicos funcionais ou provas de estímulo, que comprovam o diagnóstico.

 

PARA UMA BOA NOITE DE SONO

A sonolência que acomete muitas pessoas durante o dia é um reflexo de uma noite maldormida ou de algum distúrbio ligado ao tema, como o ronco, insônia, bruxismo, sonambulismo, dentre outros. Mas, afinal de contas, o que é preciso para se ter uma boa noite de sono? “Um local escuro, quieto e sem estímulos externos, como música e televisão, é o ideal. Além disso, uma boa cama, um posicionamento adequado, como na posição lateral, com um travesseiro entre as pernas, e um colchão específico para seu peso ajudam a relaxar ainda mais”, comenta a médica. Seguir o caminho contrário é uma má ideia. “Pessoas que não dormem bem à noite apresentam alguns problemas. Piora da imunidade, cansaço crônico, alterações de humor e depressões costumam ser as primeiras alterações observadas”, afirma.

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Beber com moderação

Entenda o que acontece com seu corpo depois da ingestão do álcool e saiba como aliviar os incômodos do dia seguinte

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Dor de cabeça, enjoo, boca seca, sede, fraqueza. Quem já experimentou uma bebedeira sabe que, no dia seguinte, há um preço a se pagar. O conjunto desses sintomas é popularmente conhecido como ressaca, que nada mais é do que a reação do nosso corpo ao consumo excessivo de álcool.

 

DESIDRATAÇÃO: A GRANDE CAUSA DOS SINTOMAS

Quando o álcool entra na corrente sanguínea, ele inibe a produção de vasopressina, hormônio responsável pela manutenção da umidade dos órgãos. Assim, o líquido ingerido é prontamente filtrado pelos rins e descartado pela bexiga, provocando aquela sensação incontrolável de ir ao banheiro – e a boca seca do dia seguinte.

 

O SONO INCONTROLÁVEL

Depois de uma bebedeira, é difícil resistir a uma noite de sono pesado. Isso também tem uma explicação fisiológica: o álcool suprime a produção de glutamina, um estimulante natural.

Quanto mais você bebe, portanto, menos disposição você tem para ficar em pé. Para piorar, o álcool estimula também o descarte do glicogênio, fonte de energia estocada no fígado, o que gera um quadro de hipoglicemia caracterizado pela fraqueza.

 

O SOFRIMENTO DO FÍGADO

O fígado, um dos mais complexos órgãos do corpo humano, é o que mais sofre com o consumo do álcool. O processo gera uma lesão que faz o órgão liberar uma substância tóxica chamada

acetaldeído. Essa é uma das causas do enjoo do dia seguinte. A sensação de náusea sentida na ressaca é ainda agravada devido à irritação causada pelo álcool nas células do estômago, que passam a produzir mais ácidos, o que provoca as dores de barriga e o vômito típicos da ressaca.

 

A LUTA DO CÉREBRO

O cérebro, órgão extremamente irrigado, acaba perdendo parte de seu líquido para o sangue, e encolhe. Isso comprime as membranas nervosas, provocando a característica dor de cabeça.

 

COMO EVITAR A RESSACA?

Não faltam no mercado remédios que se declaram “antirressaca”. Mas são meros paliativos para um ou outro sintoma. Você pode até tomar um analgésico para aliviar a dor de cabeça, mas, quando se fala em ressaca, o melhor remédio é o tempo. Alguns truques, no entanto, podem ajudar a aliviar seus efeitos:

  • Comer antes de beber.
  • Beber um copo de água para cada copo de bebida alcoólica.
  • Trocar o cafezinho da manhã seguinte pelo suco de frutas e, ao longo do dia, hidratar-se o máximo possível, de preferência com água, água de coco e chá.
  • Preferir frutas, pão, batatas e massas, que são ricos em glicose.
  • Evitar alimentos com alto teor de sódio.
  • Sempre que possível, tirar o dia para descansar em espaços escuros e silenciosos.

Conjuntivite é mais comum no verão; entenda porquê e saiba como se prevenir

Aumento das temperaturas facilita a transmissão da forma viral da doença.

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Vermelhidão, ardência e coceira intensa nos olhos podem ser sinais de conjuntivite. A doença, que se caracteriza por uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o globo ocular, pode ser causada por bactérias, vírus e fungos. O aumento das temperaturas e umidade do ar característicos do verão favorecem a disseminação da sua forma viral, principalmente em locais fechados, com grandes aglomerações.

Para prevenir o contágio da conjuntivite por bactérias, é importante tomar cuidado com o contato das mãos com os olhos, sempre se atentando a higiene. Já as conjuntivites virais são transmitidas tanto pelo contato pelas mãos, como também por transmissão aérea.

A conjuntivite também pode se apresentar na forma alérgica, desencadeada pelo contato da conjuntiva com substâncias alérgenas, que acabam levando a sua inflamação. A melhor forma de prevenção dessa forma é evitar contato com poeira, livros e roupas guardadas por muito tempo, que podem conter grande quantidade de microrganismos como fungos e ácaros.

 

Sintomas

Os principais sintomas da conjuntivite são vermelhidão do olho e ardência, com sensação de “olho arranhado”, além de inchaço na pálpebra. No caso das conjuntivites alérgicas é também comum a coceira no olho. Nas conjuntivites infecciosas, o indivíduo apresenta secreção purulenta no olho, enquanto que na conjuntivite alérgica a secreção é clara e pode ou não estar presente.

 

Tratamento

Os colírios são os principais medicamentos para tratamento das conjuntivites. Os colírios lubrificantes podem ser utilizados para lavar a conjuntiva. Porém, frequentemente é necessária a utilização de colírios que contenham substâncias antialérgicas ou antibióticos nas conjuntivites infecciosas.

Obesidade e trombose

Entenda a relação entre o excesso de peso e o transtorno cardiovascular que mais mata no mundo

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Há um ano, 13 de outubro se tornou o Dia Mundial da Trombose. A doença, que é o terceiro transtorno cardiovascular que mais mata no mundo, pode levar à embolia pulmonar – muitas vezes fatal. E, entre seus fatores de risco, está a obesidade. “Estudos observacionais fornecem evidência forte e consistente para uma relação entre obesidade e o primeiro evento de trombose venosa. Como o número de pessoas obesas na população continua a aumentar, é provável que o fardo desse tipo de doença seja cada vez maior”, alerta a Dra. Audrey Krüse Zeinad Valim, especialista em hematologia que integra o corpo clínico do Delboni Auriemo.

De fato, só no Brasil, são 60 milhões de pessoas acima do peso (das quais 25 milhões estão obesas), o que nos coloca no quinto lugar no ranking mundial da obesidade.

A TVP – Trombose Venosa Profunda (formação de um coágulo de sangue em uma veia profunda) e sua complicação mais grave, a embolia pulmonar (TEP ou tromboembolismo pulmonar) – quando o coágulo se solta e acomete a circulação pulmonar –, compõem a causa mais comum e evitável de morte hospitalar. O risco de trombose venosa aumenta proporcionalmente, de maneira crescente, com o índice de massa corpórea e também está associado com a maioria das outras medidas de sobrepeso e obesidade, como a circunferência abdominal e o peso corporal”, explica a médica.

Somente nas duas últimas décadas que o link entre obesidade e as duas doenças foi observado. “A maioria dos estudos observacionais tem demonstrado um risco aumentado de

2 a 3 vezes para TVP em indivíduos obesos, quando comparado a indivíduos de peso normal (IMC < 25 kg/cm²), sendo o risco de trombose venosa em obesos mórbidos (IMC > 40 kg/cm²) ainda maior. A incidência média de trombose venosa profunda na população é de 1/1.000 habitantes, e pode variar de acordo com a idade, sexo e outras condições associadas”, diz a Dra. Audrey.

Além disso, pessoas obesas são mais propensas do que pessoas magras para desenvolver doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares arteriais (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico) e vários tipos de cânceres – todas condições que também podem predispor o paciente ao risco de trombose venosa.

Proteja-se das viroses comuns no verão

Calor excessivo e pior condição de armazenamento dos alimentos favorecem o aparecimento dessas doenças

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A estação mais quente do ano é também conhecida pela grande incidência de viroses, que provocam principalmente vômitos, diarreias, febre e dores no corpo. “Os tipos mais comuns são as gastroenterites causadas por vírus, como o Norovírus, Rotavírus, Enterovírus, e Adenovírus Entéricos”, afirma a Dra. Ligia Pierrotti, infectologista que integra o corpo clínico do Delboni Auriemo completando que essas doenças costumam ter duração de três a cinco dias.

Segundo a médica, o aparecimento das gastroenterites se dá com mais frequência no verão por conta do calor excessivo e da pior condição de armazenamento dos alimentos. “Essa atenção inclui também a água ingerida e os líquidos em geral. Todas as frutas e legumes devem ser bem lavados antes de serem consumidos”, diz Dra. Ligia.

Outro cuidado fundamental é a lavagem das mãos antes de preparar alimentos, assim como na hora de se alimentar e após ir ao banheiro. “É importante também não esquecer de lavar as mãos após trocar fraldas das crianças”. Ela ressalta que embora todas as pessoas possam desenvolver gastroenterite, crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa podem apresentar um quadro de gastroenterite mais importante, com maior risco de desidratação.

“Em geral, as gastroenterites não têm diagnóstico etiológico, ou seja, da sua causa específica. Embora existam exames de fezes específicos que permitem o diagnóstico preciso do agente causador, esses testes são pouco solicitados porque, geralmente, o tratamento é realizado com medidas gerais como orientação alimentar, hidratação, uso de antitérmico, antieméticos (para náuseas e vômitos) e repouso”, finaliza a infectologista.

Brincadeira é coisa séria

Especialista do Delboni alerta sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento das crianças

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As brincadeiras devem fazer parte da rotina da maioria das crianças no mundo todo e são consideradas essenciais para o desenvolvimento adequado dos pequenos. E não é para menos, afinal, além de entreter e divertir os mesmos, elas têm o papel de estimular o desenvolvimento infantil, aprimorar a linguagem, melhorar a capacidade de concentração, de raciocínio e de coordenação motora. Conforme a brincadeira, a criança realiza atividade física, reduz a ansiedade e agressividade e ainda ensina a criança a lidar com as frustrações.

Segundo Dra. Natasha Slhessarenko, pediatra que integra o corpo clínico do Delboni, quando a criança brinca, mesmo que seja sozinha, ela organiza o pensamento, melhora sua capacidade de resolver problemas e apura sua criatividade. Não é necessário que seja com brinquedos caros, muito pelo contrário, brincadeiras e brinquedos simples podem ter efeito importantíssimo no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças.

Cada tipo de brincadeira proporciona um aprendizado diferente.  Os jogos, por exemplo, desenvolvem habilidades sociais e a linguagem dos pequenos, pois os estimulam a dialogar e negociar com os amigos. “No dia a dia os pais precisam incentivar as crianças a brincarem e devem participar das brincadeiras junto com seus filhos. “Mande embora o cansaço e o estresse de um dia de trabalho e relaxe ao lado do seu pequeno brincando”, sugere a pediatra.

Cada etapa de vida da criança exige formas e meios diferentes para brincar. Os bebês precisam de alguém que o estimule e mantenha as brincadeiras. Já as crianças pequenas têm um pouco mais de independência. Conforme ela vai crescendo, a presença dos pais passa a não ser mais requisitada, mas mesmo assim ainda é possível contribuir com comentários e sugestões de novas brincadeiras e jogos. Procure estimular e promover gincanas, brincadeiras ao ar livre, jogos com seus filhos e os amigos, qualquer que seja a idade, as crianças irão se divertir, estreitar laços de amizade, se exercitar e desenvolver habilidades.

Cálcio: Essencial em todas as idades

Em uma era de veganismo e intolerância à lactose, aprenda a garantir suas reservas deste mineral tão precioso, cuja maior fonte é o leite

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Estima-se que o auge do acúmulo do cálcio no corpo se dá aos 35 anos; apesar disso, devemos continuar ingerindo o mineral com ainda mais afinco, já que a partir dessa idade passamos a perder 1% de massa óssea por ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ingestão diária recomenda é de 1.000 mg de cálcio para um adulto, o que corresponde a três copos de leite mais uma porção de queijo. “Durante os períodos de crescimento (da infância até a adolescência), a formação óssea excede a reabsorção, enquanto na idade adulta os processos são relativamente iguais. Em idosos, particularmente as mulheres na pós-menopausa, a reabsorção óssea excede a formação, resultando em perda óssea e aumentando o risco de osteoporose”, explica a Dra. Suemi Marui, médica endocrinologista que integra o corpo clínico do laboratório.

A vitamina D também participa ativamente do processo de absorção do cálcio pelo corpo. “Simplificadamente, ela promove a absorção do mineral pelo intestino. Assim, com a deficiência de vitamina D ocorre uma menor absorção, levando a menor deposição nos ossos”, aponta a médica.

 

Mães & bebês

Você sabia que mulheres grávidas absorvem melhor o cálcio dos alimentos?

Isso porque o bebê necessita de quantidades cada vez maiores do mineral, principalmente a partir da segunda metade da gestação, quando passa a crescer mais rápido. Pensando nisso, a gestante deve garantir a ingestão recomendada de 1.200 mg/dia. Em alguns casos, é necessário também o uso de suplementos vitamínicos, que devem ser tomados durante a gestação e a amamentação a partir de recomendação médica. Depois do nascimento, o cálcio continua a ser fundamental para o bebê e a melhor maneira de suplementá-lo é através do aleitamento. Sua importância é grande, pois além de fornecer as defesas necessárias nos primeiros meses de vida, é responsável pelo fortalecimento e renovação de nossos ossos, garantindo sustentação e reservas fundamentais para nosso desenvolvimento. Esse é um

dos motivos que tornam crucial o aleitamento materno, que garante a formação de um reservatório de cálcio para a vida adulta, prevenindo a reabsorção óssea na terceira idade.

 

Veganos

Os veganos não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal, ou seja, o leite e seus derivados estão fora da dieta. Ainda assim, o cálcio pode vir de outras fontes. Vegetais e legumes de folhas verdes, bem como o feijão, tofu, castanha-do-pará, sementes de chia, girassol e rabanetes também são importantes fontes do mineral. Outra opção são os leites vegetais, como o de amêndoas. Mas é importante ter o acompanhamento de um especialista:

“Verduras e legumes não são muito ricos em cálcio, tornando a dieta um risco para o desenvolvimento de osteoporose”, explica Dra. Suemi.

 

Intolerância ao leite

Há quem não possa utilizar o leite como meio de ingerir cálcio por culpa da intolerância à lactose, também conhecida como deficiência de lactase – que se traduz como a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose, um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. “Geralmente o diagnóstico é clínico, ou seja, o paciente tem sintomas de diarreia, flatulência e distensão abdominal ao consumir leite. Quando ele retira a bebida, os sintomas desaparecem”, explica a Dra. Suemi. Nesses casos, o uso de vitaminas pode ser necessário, desde que tenha orientação médica. “Muitas vezes ocorre exagero no consumo de cálcio e, além disso, os compostos não possuem somente este mineral, mas outras vitaminas que podem ser prejudiciais quando tomadas em maior quantidade”, alerta a médica. A ingestão excessiva do cálcio pode gerar prisão de ventre e desconforto gástrico para algumas pessoas.

 

Clique abaixo e confira mais informações sobre o exame de teste de tolerância à lactose: http://www.delboniauriemo.com.br/exame/visualizar/teste-de-tolerancia-a-lactose-ttla

 

Atenção na menopausa

A Dra. Suemi destaca que mulheres no período da menopausa e na pós-menopausa devem fazer o exame de densitometria óssea “A avaliação deve ser feita anualmente e é considerada a densidade óssea total e a taxa de perda óssea anual, sempre comparando os valores ao grupo controle de jovens e ao grupo controle da mesma faixa etária”, explica. Homens entre 50 a 69 anos, com fatores de risco clínicos para fratura, e adultos que já apresentam baixa massa óssea ou perda óssea também devem buscar o exame.

 

E se eu ficar muito tempo sem tomar leite?

Nem sempre o desconforto intestinal e a diarreia após beber leite são sinônimos de intolerância. É comum que, após um longo período sem ingerir a bebida, esses sintomas se manifestem ao inseri-la novamente na dieta. “As pessoas confundem com intolerância e acabam não persistindo na ingestão”, informa a médica endocrinologista.

 

Alimentos com cálcio

O leite e seus derivados são a maior fonte de cálcio para o corpo, mas o mineral também pode ser obtido de outras maneiras. As principais se dão por meio de alimentos vegetais verde-escuros, como a couve; frutas secas, como a uva-passa; leguminosas, como soja e feijões; além de castanhas, nozes e sementes de girassol. “Peixes como sardinha e salmão também são fontes ricas em cálcio”, indica a Dra. Suemi. Vale lembrar que, assim como a deficiência do mineral no organismo é prejudicial, seu excesso também faz mal à saúde, podendo acarretar problemas nos rins, como o cálculo renal, e nas articulações, o que afeta os movimentos básicos do corpo.

Por dentro da ressonância magnética

O que acontece dentro do aparelho que consegue escanear nosso corpo por inteiro?

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A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA é uma tecnologia revolucionária, não apenas por produzir imagens de todos os tecidos do corpo com grande detalhamento, mas porque, ao contrário do raio-X, não expõe o corpo à radiação. “O aparelho utiliza um campo magnético e ondas de radiofrequência, portanto sem radiação ionizante”, explica o Dr. Hamilton Picolo Guidorizzi, médico radiologista que integra o corpo clínico do laboratório. A seguir, saiba mais sobre essa máquina tão importante para a medicina contemporânea.

 

O QUE O MÉDICO DEVE SABER

Implantes de metal no organismo ou objetos metálicos nas vestimentas podem ser perigosos e causar interferência na imagem. Por isso, pessoas com marca-passos, clipes de aneurisma ferromagnéticos, neuroestimuladores ou próteses de ouvido não removíveis não devem se submeter ao exame. Essas informações devem ser assinaladas no formulário entregue ao paciente antes do exame.

 

ALERTA PARA PLACAS E TATUAGENS

Os pulsos de radiofrequência fazem metais conduzirem calor. Por isso, objetos metálicos, como placas e pinos, podem esquentar durante o exame. O mesmo vale para tatuagens, porque pode haver ferro na composição da tinta. Guidorizzi explica: “Hoje, em geral, as tintas são à base de extrato vegetal, mas é difícil certificar-se de que não há outros elementos. Por segurança, o exame só deve ser feito de quatro a seis semanas após a realização da tatuagem”.

 

PARA DEIXAR O EXAME MAIS TRANQUILO

Pacientes que porventura sofram desconforto dentro do aparelho, no espaço chamado gantry (o tubo do equipamento de ressonância magnética), podem passar por uma simulação antes do exame. Caso essa medida não funcione, o profissional pode administrar um sedativo leve ou, em casos extremos, anestesia geral. Além disso, alguns tipos de análise permitem a utilização dos equipamentos de campo aberto, perfeitos para pessoas com claustrofobia.

 

MAIS POTENTE QUE A TERRA

A força do campo magnético gerado pela maioria dos aparelhos utilizados na prática médica é de 1,5 Tesla, cerca de 100 mil vezes mais forte que o campo magnético da Terra!

 

TUMORES E ATIVIDADE CEREBRAL

É o método mais usado para detectar cânceres e avaliar como o paciente está reagindo ao tratamento. Também mapeia a atividade cerebral, sendo útil à prática clínica e como ferramenta de pesquisa, além de ajudar a minimizar o risco de sequelas em neurocirurgias.

“No futuro, podemos ter aparelhos mais rápidos e silenciosos, uma fusão da ressonância magnética com o PET-scan (um tipo de ressonância que permite o mapeamento de diferentes substâncias químicas no organismo) e o estudo molecular”, diz Guidorizzi.

 

POR QUE TANTO BARULHO?

Os aparelhos de ressonância fazem muito ruído por causa da vibração das correntes de suas bobinas. “Alguns fabricantes conseguiram atenuar um pouco esse barulhão, mas não acabar com ele. Por isso, são fornecidos protetores auriculares que reduzem os ruídos em até 30%”, explica o médico. Mesmo alto, o som não provoca danos à audição.

 

COMO FUNCIONA

O aparelho atua como um grande ímã. Segundo Guidorizzi, “o paciente é colocado no centro dele e ondas de radiofrequência, iguais às de celulares ou de rádios FM, são emitidas sobre a região desejada. Elas fazem com que as células dos diferentes tecidos produzam uma energia, que é captada e amplificada por uma ‘antena’. O aparelho faz cálculos com os dados coletados e os converte em uma imagem digital”.

 

TEMPO DENTRO DA MÁQUINA

O processo dura em média 20 minutos. Mas, caso seja necessário maior grau de detalhamento, como em exames de abdome e cabeça, esse tempo pode ser prolongado. Há também tipos de ressonância que já conseguem diminuir o tempo do exame, como a 3.0 Tesla, por exemplo.

Por que usamos o contraste?

Conheça mais sobre a substância que facilita a identificação de potenciais tecidos doentes durante exames

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Se você já precisou fazer um exame de ressonância magnética, tomografia computadorizada ou angiografia, certamente ouviu falar do contraste. Seu uso se dá para facilitar a identificação de potenciais tecidos doentes, uma vez que a aparência e o comportamento das estruturas geralmente é muito similar aos saudáveis, não chamando atenção nos exames convencionais.

Quando usado na tomografia computadorizada, o contraste é feito à base de iodo e, em exames de ressonância magnética, com soluções de compostos de gadolínio. “Os contrastes endovenosos (injetados na corrente sanguínea) têm o objetivo de facilitar a visualização das patologias. Comparamos a imagem antes e depois do uso do contraste para encontrá-la”, explica Dr. Emerson Gasparetto, Diretor Médico Executivo do laboratório.

No entanto, há quem se preocupe com possíveis efeitos colaterais. “Existem casos de alergia ao contraste – especialmente nos iodados –, geralmente manifestada através de pequenos vermelhões, coceiras ou reações mais graves como contração de vias respiratórias. Mas são ocorrências raras”, afirma Dr. Emerson. Evitar esse tipo de problema é simples: “No momento do agendamento do exame é preciso informar se há histórico de alergia e o que a causa. Durante o exame, é bom novamente lembrar o médico de que há um histórico alérgico, assim uma avaliação poderá ser feita no momento”, explica. Além disso, todo paciente que necessita do exame com uso do contraste passa por uma entrevista prévia e, ao alertar sobre seu histórico, recebe um preparo diferenciado, incluindo uma medicação que reduz a reação ao iodo ou ao gadolínio.