Demorou, mas chegou

Evitar lugares fechados e beber bastante líquido podem ajudar a proteger a saúde do frio que acabou de chegar.

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O frio chegou com tudo em São Paulo e, com ele, o aumento das chances de ficar doente também. Quando a temperatura cai, nossa imunidade tende a diminuir, o que pode deixar o organismo vulnerável à uma série de doenças.

Nessas horas, algumas medidas simples podem fazer toda a diferença e te ajudar a manter a saúde em dia.

1. Mantenha a roupa de cama limpa
Lençóis e principalmente cobertores tendem a acumular muitos ácaros, por isso, é importante trocá-los com frequência para evitar a ocorrência de doenças respiratórias.

2. Use soro fisiológico
Ao ser aplicado nas narinas, o soro mantém a mucosa hidratada, o que evita a proliferação de bactérias. Além disso, ele é muito mais suave do que os descongestionantes comuns e ajuda a desobstruir as vias respiratórias sem causar danos.

3. Vacine-se contra a gripe
Extremamente eficaz na prevenção da doença, a vacina contra a gripe deve ser tomada uma vez ao ano, todos os anos.

4. Evite aglomerações e lugares fechados
Espaços assim tendem a facilitar a circulação de vírus e bactérias. Procure manter as janelas abertas para favorecer a circulação do ar.

5. Lave as mãos constantemente
Sem perceber, estamos sempre colocando nossas mão em contato com os olhos e a boca. Dessa forma, quanto mais limpa as mantivermos, menores serão as chances de contrair alguma doença.

Cirurgia bariátrica: um fenômeno perigoso

Saiba por que operar o estômago não é a solução ideal para todo mundo.

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Os novos hábitos adquiridos com a vida moderna, como o alto consumo de alimentos industrializados e o sedentarismo, estão causando verdadeiras transformações na sociedade. Segundo dados do Ministério da Saúde, quase metade da população brasileira está com sobrepeso e 17% sofre de obesidade.

Apesar dos comentários recebidos pelas pessoas que fazem parte destes dois grupos serem igualmente maldosos, existe uma diferença muito grande entre ter dificuldade para emagrecer, estar acima do peso e ser obeso, algo que muita gente parece ignorar, principalmente quando o assunto é a cirurgia bariátrica.

Cansadas das dietas que nunca funcionam e de não se adequarem aos padrões de beleza impostos, cada vez mais pessoas têm procurado a cirurgia bariátrica como se ela fosse a solução para qualquer problema relacionado ao excesso de peso. Alguns, inclusive, chegam até a engordar propositalmente para atingir o IMC exigido para a operação, ignorando a complexidade do procedimento e suas consequências.

 

A DECISÃO

Maria Fernanda Sampaio, 26 anos, ouviu algumas vezes que tinha um “rosto bonito” antes de decidir fazer a cirurgia. “Isso é uma das coisas mais ofensivas que alguém pode falar quando você está acima do peso, mas as pessoas não sabem disso e continuam falando”, conta a entrevistada que até os 24 anos conviveu bem com o corpo que tinha.

Apesar de não ter problemas de autoestima, a partir de 2007, Maria Fernanda começou a engordar em ritmo acelerado. Entre dietas e remédios que nunca deram certo, ela ganhou aproximadamente 34 kg em apenas 3 anos, o que começou a lhe trazer uma série de problemas de saúde.

Diante de um corpo que, ainda muito jovem, já sofria com os efeitos negativos da obesidade, Maria Fernanda decidiu que precisava emagrecer e, depois de uma conversa com seu médico, começou a cogitar a cirurgia bariátrica. “Eu pensava que podia ser uma opção, mas eu tinha preconceito. Eu achava que quem fazia redução de estômago era preguiçoso, mas hoje eu pago a minha língua”, conta.

Para tomar a decisão da maneira mais consciente possível, Maria Fernanda conversou com médicos e pessoas que já haviam passado pelo procedimento, frequentou palestras e fez acompanhamento com um psiquiatra, o que, para ela, foi fundamental. “A bariátrica é uma coisa que tem que ser muito conversada entre o paciente e o médico. Se a pessoa encara a cirurgia sem estar psicologicamente preparada, ela vai achar que a operação é uma mágica, e não é. Tudo depende de você”, relata Maria Fernanda que, em um ano e meio, já perdeu 44Kg.

 

A CIRURGIA

Atualmente, existem quatro modalidades de cirurgia bariátrica que podem envolver a redução da capacidade estomacal, a diminuição da absorção intestinal ou uma combinação das duas técnicas.

Cada uma delas possui características específicas, mas de maneira geral, para a realização de qualquer uma das cirurgias é necessário que o paciente possua índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m2. Candidatos com IMC inferior a isso só são aceitos mediante comprovação de doença diretamente agravada pelo excesso de peso.

Depois da cirurgia, o paciente deve permanecer durante 3 semanas em uma dieta líquida. Após esse período, os alimentos sólidos são gradativamente reinseridos na rotina do operado, até que ele possa voltar a comer de tudo, porém, em quantidades significativamente reduzidas.

Um efeito colateral recorrente da cirurgia bariátrica, em especial daquelas que envolvem algum tipo de desvio de intestino, é o Dumping, uma síndrome ocasionada pela rápida absorção de glicose após a ingestão de carboidratos, doces ou bebidas alcóolicas. Os sintomas mais comuns dessa reação são cefaleia, náusea, sudorese, taquicardia, tremores e diarreia. Não existe cura para o Dumping e, por isso, muitos operados são obrigados a cortar completamente o açúcar de suas dietas.

Outra reação possível é o desenvolvimento de uma espécie de intolerância a alguns tipos de alimentos. No caso de Maria Fernanda, por exemplo, alface e nori (aquela alga que envolve sushis e temakis) são garantia de um mal estar terrível. “Se você fez a cirurgia porque quis e teve o apoio psicológico necessário, você vive com essas coisas. Eu nunca mais vou poder comer um temaki, mas isso não me afeta nem me deixa triste, é simplesmente uma condição”.

O RESULTADO

Para Maria Fernanda, a maior mudança que veio com a cirurgia foi a possibilidade de cortar a sua relação de dependência com a comida.  “Eu não perdi o prazer de comer. A diferença é que, hoje, sou eu que como a comida e não ela que me consome”, relata.

Com o estômago reduzido, apesar de comer muito menos em quantidade, Maria Fernanda conta que se alimenta o dia inteiro, pois sente fome muito mais rápido. Depois da cirurgia, ela foi aprendendo a ouvir as demandas naturais do corpo e a respeitá-las, o que transformou profundamente seus hábitos alimentares e aboliu de vez a culpa à mesa.

Apesar de rápidas, nenhuma dessas mudanças foi fácil. Após a operação, o paciente precisa reaprender a conviver com o próprio corpo e isso pode trazer uma série de dificuldades. “A diferença entre estar satisfeito e passar mal é uma colherada. Mas você vai aprendendo”, conta Maria Fernanda que até hoje faz acompanhamento com um psicólogo para lidar melhor com as questões trazidas pela cirurgia.

Nos últimos cinco anos, o número de cirurgias bariátricas no Brasil cresceu 90%, indicativo de uma popularização alarmante gerada não só pelo aumento do acesso ao procedimento, mas também por uma banalização perigosa.

Hoje, com 63kg, tão nítida quanto o impacto positivo que emagrecer teve na vida de Maria Fernanda, é a consciência que ela tem da seriedade do procedimento que fez.  “A bariátrica não é uma brincadeira. É uma mudança de vida que vai durar para sempre. Ela tem que ser a sua última opção”, conclui.

Mulher 4.0

Chegar aos 40 anos com beleza e saúde é mais fácil do que parece.

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Não é possível parar o tempo, por mais que esse seja o sonho de muitas mulheres. Os ponteiros do relógio se movem, os dias viram noites e os anos passam. Em um piscar de olhos chega-se aos 40 anos.

Dizem que ao chegar aos 30 anos a mulher está em sua melhor fase, já aos 40 a gravidade passa a fazer efeito, a barriguinha aparece e a saúde começa a pedir um pouco mais de atenção com consultas e exames periódicos.

Cuidar da saúde torna-se o primeiro passo para manter a beleza intacta. Exames periódicos, um acompanhamento mais próximo de doenças crônicas e a ida ao médico são cada vez mais constantes.  Mas além disso tudo, alguns passos simples podem te ajudar a chegar aos 40 anos com força total:

1. Realize um acompanhamento mensal da circunferência do seu abdome para evitar que ocorram grandes variações.

2. Faça uma reeducação alimentar e respeite as mudanças do seu metabolismo. Afaste de vez os alimentos processados, com alto teor de açúcar e gorduras.

3. Durma melhor indo para a cama sempre no mesmo horário. E não leve os problemas profissionais com você.

4. Mantenha os hormônios controlados, eles influenciam a distribuição de gordura no corpo.

5. Arrume um exercício para ser seu hobby. Pode ser andar de bicicleta, correr no parque ou frequentar aulas de dança de salão.

Matéria adaptada da edição #3 da Revista Delboni. Confira a publicação completa: http://bit.ly/1hjPzOA

Endometriose: um mal silencioso

Dr. Roberto Basblalg e Dr. Danilo Moulin Sales.

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Cada vez mais nos deparamos com casais com dificuldade para ter filhos, quando, no tempo de nossos pais e avós, a dificuldade parecia ser justamente a oposta: evitá-los. O que pode ter acontecido? A endometriose pode ser uma das causas.

A endometriose é uma condição que acomete mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de tecido endometrial que se implanta em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero, que se renova mensalmente durante o ciclo menstrual e sofre efeito direto do estímulo hormonal.

Dentre os sintomas mais frequentes estão a dismenorreia, que é a cólica menstrual mais acentuada e, por vezes, incapacitante, presença de dor durante a relação sexual, queixas urinárias e intestinais, relacionadas ao comprometimento da bexiga e do intestino ocasionado pela doença e, em alguns casos, até mesmo infertilidade.

Os sintomas referidos acima devem ser valorizados pela pacientes e relatados ao seu ginecologista. A doença pode afetar o humor, a relação com seus parceiros e o seu rendimento no trabalho. A endometriose tem tratamento e este será mais eficaz se a doença for diagnosticada precocemente.

O diagnóstico definitivo da endometriose é feito por laparoscopia. Porém, a ultrassonografia e a ressonância magnética são métodos não invasivos de grande importância para o diagnóstico e planejamento terapêutico da doença, com amplo acesso à população.

Matéria adaptada da edição #3 da Revista Delboni. Confira a publicação completa: http://bit.ly/1hjPzOA

#quimioterapiadigital

Os poderes curativos e analgésicos da arte e do amor na era digital.

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Um dia antes da sua primeira sessão de quimioterapia, por mais que se esforçasse para manter a energia positiva de sempre, Lucas Lopes estava um pouco triste. Preso entre quatro paredes por conta do tratamento, sua única alternativa era navegar sem rumo pela internet.

Foi quando uma amiga puxou assunto pelo Facebook. “Você tá aí? Ouve essa rádio on-line dos meus amigos! Acho que você vai gostar”. Lucas acessou a rádio e começou a ouvir o programa. Logo em seguida, o locutor exclamou: “Gente, fiquei sabendo que tem um rapaz do Recife ligado na nossa programação! Lucas Lopes, adoro a sua terra. Essa aqui é pra você”. O programa seguiu tocando o melhor da música pernambucana e a felicidade tomou conta do rapaz.

Inspirado por essa experiência, o recifense desenvolveu o conceito da #quimioterapiadigital, uma ideia que, no fundo, já vinha sendo esboçada desde o seu diagnóstico.

No dia 12 de dezembro de 2012, Lucas foi hospitalizado com uma forte dor de estômago. Pouco tempo depois, descobriu-se que aquilo era reflexo de um linfoma, já em metástase,  que crescia numa velocidade tão grande que lhe fazia perder algo em torno de 800 gramas por dia. Apesar de muito debilitado, rapidamente o menino, então com 24 anos, tomou consciência do que tinha pela frente.

“Em pouquíssimo tempo, eu coloquei na minha cabeça que existia uma matemática muito importante para o meu tratamento. Minhas defesas não podiam baixar, senão eu podia acabar pegando uma infecção e ficando pior. Então tudo que interferisse nisso, que diminuísse a minha imunidade, tinha que ir pra bem longe de mim”, relembra.

Com isso em mente, Lucas começou o tratamento determinado a potencializar tudo aquilo que lhe fizesse bem e afastar toda e qualquer energia ou sentimento negativo da sua rotina. “Eu nunca tive esperança de me curar, sempre tive certeza”, afirma.

Nessa dinâmica, a tecnologia e as redes sociais tiveram um papel fundamental. Só entre o diagnóstico e a primeira sessão de quimioterapia, Lucas recebeu mais de 60 mensagens de apoio, número que não parou de crescer no decorrer do tratamento. Além disso, o rapaz tomou como missão pessoal desmistificar a aura negativa que paira em torno da doença, de forma a aumentar ainda mais a onda de coisas positivas ao seu redor.

“Quando você fala em metástase, as pessoas pensam logo em morte, então eu tinha que mostrar pro mundo que eu estava feliz! Se eu não fizesse as brincadeiras que eu fiz, se eu não compartilhasse as músicas e quadros que eu compartilhei, por mais que as pessoas quisessem me apoiar, elas não iam conseguir emanar a energia que eu precisava para me curar”, conta. E conclui: “Não adiantava só rezar por uma pessoa que estava com metástase e que, na cabeça de todo mundo, ia morrer. Eu tinha que colocar coisas boas na cabeça das pessoas para receber um feedback positivo”.

Lucas fez promoção de curtidas, compartilhou inúmeras músicas, escreveu poesias, dividiu quadros, tirou fotos, enviou cartas e até criou um apelido carinhoso para o câncer: Alien. Sempre marcado por muita arte e bom humor, o processo de cura vivido por ele deixou um rastro nas redes sociais bonito de se ver. “Eu usei o Facebook como uma ferramenta pra conseguir viver, porque eu estava isolado, então eu tinha uma necessidade de compartilhar tudo isso. Antes eu não publicava muita coisa, ficava com medo do que outros iam pensar, mas depois do câncer, a verdade é que eu perdi a vergonha”, conta rindo.

Seu mural no Facebook virou uma grande colagem de mensagens de amigos, poesias e vídeos gravados por ele mesmo. Em um deles, diretamente do isolamento antes do transplante de medula óssea, com apenas 800 leucócitos (o normal é algo entre 3.500 e 10.500), Lucas canta uma de suas músicas favoritas a plenos pulmões e termina com um grito convocatório de “bora doar sangue, galera”!

De tudo que Lucas publicou ao longo do tratamento, talvez o que mais chame atenção seja o texto “Um Dia Tomei um Porre de Gin no Recife”, no qual ele narra uma ressaca de dois dias que lhe tirou a vontade de viver. “Foi a pior ressaca da minha vida e ali sim eu pensava que ia morrer. No segundo dia, eu ainda reclamava da maldita que, ao contrário da quimioterapia, nunca me fez pensar assim”, narra o texto.

Aos poucos, Lucas foi descobrindo, como ele mesmo define, os poderes analgésicos e curativos da arte e do amor, máxima que fez questão de dividir com todos ao seu redor o tempo todo. “#quimioterapiadigital foi o nome que eu dei pra tudo isso, pra essa forma de lidar com a doença”.

Apesar de muito forte, Lucas não era uma máquina de otimismo e, como qualquer ser humano, volta e meia se via diante do medo de morrer. Nessas horas, mesmo que a única saída fosse mentir pra si mesmo, ele dava um jeito de não se abalar. Se suas células eram soldados, Lucas estava determinado a mostrar quem era o general: a cura era sua meta e o câncer ia recuar.

Quando o medo dava as caras, seu grande aliado, mais uma vez, era o computador. Uma das táticas de guerra usada por Lucas era a de devorar todas as informações que via pela frente. Com 30 abas abertas, o menino revirava a internet em busca de conteúdo sobre os mais diversos temas e, principalmente, atrás de música, sua grande paixão. “Eu tinha uma aflição danada porque, se eu morresse, eu nunca mais ia poder escutar música, então tratei de ouvir muito. O tempo todo”, relembra.

Assim que o programa de rádio acabou, Lucas postou em seu mural no Facebook: “#quimioterapiadigital Valeu demais Michele e Rapha! Let’s rock everybody, let’s rock”, e foi dormir. No dia seguinte, ele começaria a quimioterapia tradicional com a certeza de que seu tratamento já havia começado há muito tempo.

Três meses e dez dias depois – menos da metade do tempo previsto pelos médicos – não havia mais tumores no corpo de Lucas. Logo em seguida, para diminuir as chances de reincidência da doença, ele ainda optou por realizar um transplante de medula óssea e, hoje, apesar de ainda estar em manutenção, Lucas encontra-se completamente curado. “Eu ganhei o resto da minha vida com 24 anos. Olha que sorte eu tenho?!”.

É fácil se alimentar de um jeito mais saudável

10 dicas para colocar em prática já.

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Não é da noite para o dia que você muda o comportamento à mesa, mas essa meta também não é impossível de ser atingida. Confira abaixo 10 dicas para entrar na linha rapidinho e viver com muito mais saúde!

1. Faça seis refeições por dia. O ideal é tomar café da manhã, almoçar, jantar e fazer um pequeno lanche entre elas.

2. Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma, no mínimo, cinco porções por dia. Quanto mais colorido o prato, mais nutrientes estarão presentes na refeição.

3. Monte seu prato com alimentos variados em diferentes proporções. Divida-o em quatro partes iguais. Duas partes devem ser de legumes, verduras e leguminosas (como o feijão e a ervilha); uma parte de arroz, massa, pão, batata ou farofa; e a última parte, de carne de boi ou de frango sem gordura, ovos ou peixe. De sobremesa, fruta.

4. Coma feijão, no mínimo, quatro vezes por semana. Arroz com feijão é uma combinação de excelente qualidade nutricional. Para variar, o feijão pode ser substituído por ervilha, grão-de-bico, soja ou lentilha.

5. Modere o consumo de doces e alimentos ricos em açúcar. Se não conseguir, limite a, no máximo, duas vezes por semana.

6. Diminua o uso de sal. Ele é a maior fonte de sódio da nossa alimentação, e seu excesso pode levar à hipertensão e inchaços. Evite também alimentos industrializados.

7. Beba, ao menos, dois litros de líquidos por dia – especialmente água. Minimize refrigerantes e bebidas alcoólicas.

8. Aprecie sua refeição. Coma devagar, em ambiente calmo, mastigando bem os alimentos.

9. Reduza o consumo de alimentos gordurosos e evite frituras.

10. Pratique pelo menos 30 minutos de exercícios físicos regularmente. Caminhe, suba escadas e escolha uma atividade que proporcione prazer e diversão.

Intolerâncias Alimentares

Algo mais comum do que você imagina.

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Segundo dados do IBGE, a produção de leite deve aumentar 5% em 2014, superando a marca dos 35 bilhões de litros produzidos em 2013 e, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo, só em 2014 já foram gastos mais de 325 mil dólares na importação de trigo para o país.

Dados como esses ilustram o quanto laticínios e derivados do trigo são elementos presentes na vida do brasileiro. É difícil pensar em um bom café da manhã sem aquele pão fresquinho ou naquele cafezinho sem a espuma do leite, mas, para um número crescente de pessoas, a alimentação do dia a dia não pode nem passar perto dessas delícias.

Estimativas da Celiac Desease Foundation indicam que uma a cada cem pessoas no mundo sofre de intolerância ao glúten, proteína presente no trigo, cevada, centeio e todos os seus derivados e, de acordo com estudos recentes, cerca de 40% dos adultos brasileiros são intolerantes à lactose em algum grau.

As intolerâncias alimentares costumam ser sinalizadas pela ocorrência de gases, diarreia, náuseas ou vômito que, por serem sintomas comuns a diversas patologias, dificultam bastante o diagnóstico.

Ainda por conta da sintomática ampla, outra confusão muito comum de ser feita é entre intolerância e alergia alimentar.

Enquanto a alergia envolve uma reação imunológica a substâncias contidas nos alimentos, a intolerância é caracterizada pela incapacidade do indivíduo de digerir determinados grupos alimentares. Mais do que uma mera reação do organismo, a intolerância envolve um déficit enzimático que impede o corpo de processar o alimento, gerando um mal estar prolongado.

As intolerâncias mais comuns são ao glúten e à lactose e, em cada uma delas, o corpo se comporta de uma forma diferente.

Intolerância ao glúten

A doença celíaca – nome técnico dado a esta condição – é um distúrbio no qual a ingestão de glúten gera uma reação corporal que ocasiona lesões no intestino delgado, provocando gases, dores abdominais e incapacidade de absorver nutrientes.

A longo prazo, sem o diagnóstico e tratamento adequados, a intolerância ao glúten pode levar à desnutrição e até favorecer a ocorrência de câncer do intestino. Em pessoas mais novas, a patologia pode desencadear sérios problemas ao desenvolvimento e, de acordo com um estudo da Universidade de Umea, na Suíça, é anualmente responsável pela morte de 42.000 crianças ao redor do mundo.

Muitas vezes, casos de doença celíaca vêm acompanhados de algum histórico familiar. Pessoas com parentes de primeiro grau que possuam a intolerância têm até dez vezes mais chances de também sofrerem com ela.

Atualmente, a intolerância ao glúten pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue combinado com uma endoscopia e biópsia do intestino.

Diferentemente do que ocorre com a intolerância à lactose, a intolerância ao glúten não conta com diversos graus de intensidade. Dessa forma, quem a possui não pode consumir nem pequenas quantidades da substância e deve aderir a uma dieta completamente livre de glúten.

Apesar de bastante restritiva, a dieta do celíaco não precisa ser chata. O grande desafio é aprender a substituir!

Intolerância à lactose

Por não possuir a enzima necessária para a digestão da lactose, ao consumir leite e derivados, quem é intolerante pode apresentar desde náuseas até diarreias fortes, dependendo do grau da incompatibilidade.

O diagnóstico da intolerância à lactose pode ser feito por meio de exame de sangue, endoscopia, ou medição da quantidade de H2 presente no ar expirado.

Se, após os exames, a intolerância for comprovada, o paciente deverá aderir a uma alimentação com pouco ou nenhum leite ou seus derivados, dependendo do grau da patologia.

Isso significa, entre outras coisas, assumir o desafio de abrir mão de guloseimas como chocolates e sorvetes e, principalmente, esforçar-se na busca por fontes alternativas de cálcio, substância fundamental para o nosso organismo.

Confira algumas receitas que podem ajudar os intolerantes a glúten e lactose:

 

 

Stress X Estômago

Por que ficar nervoso dá dor na barriga.

Stress x Estômago

Frio na barriga de ansiedade, enjoo de nervoso ou borboletas no estômago quando estamos apaixonados. De uma forma ou de outra, nosso corpo sempre reage fisiologicamente aos nossos sentimentos e, muitas vezes, nosso sistema digestivo parece estar no centro de todas essas reações.

Quando falamos em stress, essa afirmação não poderia ser mais verdadeira. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, 90% das idas ao médico nos Estados Unidos estão relacionadas a alguma doença provocada pelo stress, mal que já foi classificado como epidemia global pela Organização Internacional do Trabalho.

Seja no trabalho ou na escola, as situações de tensão e cobrança têm se multiplicado muito e contribuído para um aumento significativo de doenças relacionadas ao stress, tanto em adultos quanto em crianças.

De todas as partes do corpo, uma das que mais sofre com isso é o estômago. Quando estamos nervosos, o corpo aumenta a produção de ácido clorídrico, o que eleva a acidez estomacal e pode desencadear um quadro de gastrite nervosa.

Dores e queimação na boca do estômago, principalmente depois de longas horas sem comer, são os maiores sintomas da gastrite. Ao senti-los, é fundamental procurar um médico e realizar uma endoscopia para confirmar o diagnóstico.

A ingestão de antiácidos, sal de frutas ou qualquer outra substância que vise a automedicação, além de perigosa, pode ser extremamente prejudicial, pois, a longo prazo, pode causar um efeito rebote e aumentar ainda mais a acidez estomacal.

O tratamento da gastrite nervosa é composto essencialmente por mudanças na rotina e na alimentação. Entretanto, o acompanhamento médico é essencial, pois apenas por meio dele será possível obter um diagnóstico acurado e, consequentemente, o tratamento correto.

Quem disse que Déficit de Atenção é coisa de criança?

Saiba mais sobre o transtorno que atinge mais de 2 milhões de adultos brasileiros.

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Segundo dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 2 milhões de adultos sofrem com essa condição, mas muitos ainda não foram diagnosticados.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma síndrome que provoca desatenção, hiperatividade e impulsividade e pode prejudicar muito a vida de quem a tem, principalmente nos ambientes sociais, acadêmicos e de trabalho. De maneira geral, o TDAH faz com que o indivíduo não consiga se organizar e administrar seu tempo, cometendo erros por falta de atenção e esquecendo com frequência de datas e compromissos importantes.

Normalmente, o TDAH é diagnosticado ainda na infância, quando a criança começa a apresentar as primeiras dificuldades na escola. Entretanto, sem o tratamento adequado, é possível que ele se estenda para a vida adulta, quando costuma se agravar, já que o indivíduo passa a ter muito mais compromissos e sofrer cobranças mais intensas.

De acordo com uma carta aberta publicada sobre o tema pela Faculdade de Medicina da Universidade de Campinas, não existe nenhum exame clínico capaz de diagnosticar com precisão o TDAH. Somado a isto o fato de que muitos dos sintomas do transtorno podem ser interpretados como sinais de stress ou resultados de uma vida muito corrida, é muito comum nos depararmos com diagnósticos errados.

Desesperadas para obterem um rendimento alinhado com os padrões cada vez mais exigentes do mercado de trabalho, muitas pessoas acabam confundindo sintomas de ansiedade e cansaço com o TDAH e buscando a solução em remédios cada vez mais difundidos, como a ritalina. Alguns chegam até a fazer uso dessa substância, mesmo sabendo que não possuem nenhum transtorno, apenas para “turbinar” o cérebro. Enquanto isso, diversas pessoas que precisariam do tratamento negligenciam seus sintomas e acabam por prolongar um sofrimento desnecessário.

O consumo inadequado de ritalina envolve diversos riscos, como a dependência e o aumento de problemas relacionados ao coração, e pode, inclusive, desencadear arritmias cardíacas. Como em qualquer outro tratamento, o acompanhamento médico aqui é fundamental.

Mesmo quando diagnosticados e medicados, muitos adultos ainda sentem dificuldades de lidar com seus próprios limites. Diante disso, algumas condutas simples, como fazer uma lista de tarefas, fixar metas e prazos pessoais e sistematizar a própria rotina, criando protocolos e métodos para os compromisso diários, podem fazer toda a diferença no tratamento.

Feliz dia mundial da bebida que só faz bem

Hoje é o Dia mundial da água, a bebida que, além de tudo, pode te ajudar a emagrecer.

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Pouca gente sabe que, além dos benefícios mais famosos como hidratação e desintoxicação, beber água também pode te ajudar a perder peso.

Exatamente: tomar água contribui para o emagrecimento!

Estudos da Universidade de Friburgo, na Suíça, comprovam que consumir água da maneira correta reduz a fome e faz seu corpo queimar calorias.

Por conta desses fatores, a água é a bebida ideal para ser consumida antes das refeições, pois aumenta a sua sensação de saciedade e te ajuda a comer menos. Além disso, a água gelada faz com que o corpo tenha que gastar mais energia para manter sua temperatura, o que acaba eliminando boas calorias.

Para mais dicas de saúde como esta, confira a edição #3 da Revista do Delboni: