Mexa-se!

Alongamentos simples ao longo do dia aumentam a disposição e podem evitar lesões.

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A ginástica laboral é uma série de exercícios composta por alongamentos de diversas partes do corpo e realizada dentro do ambiente de trabalho, com o objetivo de promover o bem-estar do trabalhador e evitar lesões por esforço repetitivo ou postura inadequada.

Em algumas empresas, a ginástica laboral é oferecida pelo próprio empregador. Caso este não seja o caso do seu local de trabalho, confira abaixo alguns movimentos simples que você pode aplicar sozinho a sua rotina.

Você escova seus dentes corretamente?

Saiba como uma boca saudável pode te ajudar até na prevenção de doenças cardíacas.

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A saúde do corpo começa pelos cuidados com a boca. Quando descuidamos da nossa higiene bucal, abrimos espaço para uma série de bactérias, em especial, aquelas causadoras da gengivite.

Se não forem eliminadas por meio da escovação e do tratamento adequado, as bactérias que causam a inflamação da gengiva podem entrar na corrente sanguínea e desencadear problemas cardiovasculares.

Escovar os dentes direito é, portanto, algo fundamental para a manutenção de uma vida saudável. Confira abaixo alguns dos erros mais frequentes e tudo que você precisa saber para evitá-los.

Não é força, é jeito
Ao escovar os dentes, não é necessário aplicar muita força. Movimentos suaves e repetitivos eliminam a sujeira e evitam lesões.

Escova de dente não dura pra sempre
Escovas de dente devem ser trocadas a cada três meses para não acumularem bactérias.

Fio dental é obrigatório
Fundamental para a preservação da saúde da gengiva, o fio dental alcança lugares em que a escovação não chega e deve ser usado ao menos duas vezes ao dia.

Muita pasta de dente atrapalha
A quantidade de pasta de dente recomendada equivale ao tamanho de um grão de ervilha. Mais do que isso pode danificar o esmalte do dente e prejudicar a escovação.

Vaidade x Saúde: Como o uso de remédios para a calvície pode prejudicar o diagnóstico precoce de câncer de próstata.

Por Dr. Paulo Rodrigues

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A partir dos 35 anos,    todos os homens estarão condenados a enfrentar o crescimento da próstata. Evento regular, certo e inescapável do avançar da idade que, muitas vezes, vem acompanhado da calvície, questão conectada pelas alterações hormonais ao aumento da próstata.

Há quase 100 anos se reconhece que existe uma relação entre crescimento da próstata e a testosterona. O efeito proliferativo e a manutenção da vitalidade celular promovida pelo hormônio em questão se dá quando ele deixa o sangue e passa pela membrana celular, sendo convertido pela enzima 5-redutase na muito mais potente di-hidro- testosterona (DHT). Já no núcleo celular, a DHT e seu receptor ligam-se ao DNA, acelerando a produção de proteínas e reprodução de células, causando o efeito de hipertrofia e retardando a morte celular, o que melhora a vitalidade e evita a morte programada.

Os homens que apresentam “entradas” proeminentes na testa e nas têmporas são os pacientes que sofreram maior exposição intraútero à testosterona, enquanto aqueles com muito cabelo na fronte apresentam deficiência da enzima 5-redutase e raramente têm crescimento prostático.

Ao se descobrir que a inibição da enzima não só diminuía o volume da próstata, mas também estimulava o crescimento de novos folículos pilosos enquanto recuperava os já atrofiados no couro cabeludo, rapidamente se adotou o Finasteride para se tratar a calvície.

Entretanto, poucos reconhecem as limitações e perigos da utilização desse remédio sem acompanhamento médico. Podem ocorrer efeitos indesejáveis, e muitas vezes não reconhecidos, como diminuição da fertilidade, diminuição da libido sexual (mas não da qualidade da ereção), diminuição do volume ejaculado, fraqueza muscular, perda de massa muscular magra, osteoporose e outros.

Assim, utilizar Finasteride (medicamento usado para combater a calvície) sem acompanhamento médico especializado e afeito com os efeitos adversos associados significa tratar a vaidade ao custo de mascarar a detecção precoce do câncer de próstata.

Em nossos dias, a melhora nos índices de cura e sobrevida dos pacientes
com câncer de próstata se dá, sobretudo, pela conscientização populacional para o tema, levando mais homens ao exame prostático de maneira regular e à utilização estratégica do PSA, que é um sinalizador importante para doenças da próstata, facilmente obtido com exame simples de sangue.

Matéria adaptada da edição #1 da Revista Delboni. Confira a versão completa: http://bit.ly/1hQL0gm

Tomar chá regularmente pode reduzir em 70% os riscos de derrame

Conheça todos os benefícios dessa bebida milenar

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Está gripado? Toma um chá de limão. Bateu aquela dor de estômago? Chá de boldo é tiro e queda. Ficou nervoso? Um chazinho de camomila vai te acalmar.

Todo mundo já ouviupelo menosuma dessas frases em algum momento da vida. Mas mais do que apoio na sabedoria popular e respaldo da experiência de vida de todas as avós do planeta, os benefícios de um bom chá já foram cientificamente comprovados.

Um estudo do Instituto de Saúde Pública e Proteção Ambiental de Bilthoven, na Holanda, concluiu que homens que bebiam chá preto diariamente tinham até 70% menos chances de sofrer um derrame do que os que não ingeriam a bebida.

Outra pesquisa, desenvolvida e publicada pela Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo, constatou que o consumo regular de chá verde pode ser um grande aliado para a perda de peso, diminuição da gordura corporal e redução dos níveis de triglicérides.

Os benefícios do chá são tão evidentes que, apesar da bebida se enquadrar na categoria de gêneros alimentícios, seu potencial famacoterapêutico já foi reconhecido até pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vale a pena experimentar!

 

Modo de preparo e receitas

Os chás são normalmente preparados por infusão. Esquente bem a água e, um pouco antes dela ferver, acrescente as ervas e deixe o recipiente abafado por 3 minutos. O ideal é usar uma colher de sopa de erva para cada 350mL de água. Caso a receita envolva cascas ou caules, ferva a água com essas partes dentro por alguns minutos.

Confira abaixo algumas combinações e seus benefícios para a saúde.

Chá Digestivo – Boldo, Carqueja e Camomila

Chá Termogênico – Cravo, Canela, Gengibre e Chá Verde

Chá Antiviral – Limão, Gengibre e Alho

Chá Calmante – Capim-cidreira, Maracujá e Folha de Laranja

Desistir da academia depois de três meses. Quem nunca?

Descubra as modalidades perfeitas para quem quer se exercitar longe da malhação.

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De acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Academias, aproximadamente 60% das pessoas que se matriculam em academias desistem nos primeiros 45 dias. Segundo o mesmo levantamento, os motivos que levam a isso são os mais diversos, destacando-se como principais a falta de atenção dos professores e a vergonha do próprio corpo.

Diante desses fatores, modalidades alternativas de exercício físico tem se propagado rapidamente. Cada uma delas com características diferentes, mas todas com o mesmo objetivo: fugir do lugar comum e aliar bem-estar com resultados.

Ballet Fitness

Afastada das aulas de ballet clássico por conta de uma lesão do tornozelo, a bailarina Betina Dantas resolveu adaptar alguns movimentos da dança à sua nova rotina para não perder a forma.

Com o passar dos anos, Betina – que além de formada pela Royal Academy of Dance, também é educadora física – foi aperfeiçoando seu método até chegar à fórmula do Ballet Fitness.

Ao combinar passos de ballet clássico com exercícios como agachamentos, abdominais e flexões feitos na barra e no chão, o Ballet Fitness possibilita a queima de até 700 calorias em apenas meia hora de aula.

Em relação ao formato mais tradicional da dança, seu grande diferencial é o aumento do número de repetições dos passos e do tempo de isometria e sustentação muscular dos exercícios, o que tonifica e delineia o corpo, além de trabalhar postura, equilíbrio e consciência corporal.

Para começar a praticar o Ballet Fitness, é recomendável ter uma base mínima de ballet clássico. Uma opção para quem nunca dançou na vida, mas tem interesse no exercício, é fazer ao menos um mês de aula de ballet para iniciantes antes de começar a modalidade fitness.

Crossfit

Foi com o objetivo de combinar a melhor parte de diversos esportes que Greg Glassman criou o Crossfit, um treino que mistura levantamento de peso, movimentos de ginástica olímpica e atividades aeróbicas como correr e pular corda, com uma intensidade típica dos treinos militares norte-americanos.

O resultado dessa fusão é um treino intenso e de resultados rápidos que tem conquistado cada vez mais adeptos. “O que me atraiu no Crossfit foi a filosofia de se desafiar a todo momento e o fato de que, apesar de ter alguns movimentos básicos, o treino nunca é repetitivo”, conta Mário Augusto, 29 anos, que nunca havia conseguido passar mais de dois meses em uma academia convencional, mas que já treina Crossfit há quase um ano.

Para ele, que conseguiu eliminar 20 quilos só com o treino, uma das coisas mais legais do Crossfit é que as academias não possuem espelhos, indicativo de que, muito mais do que a aparência, o objetivo ali é se superar a cada treino.

Os pesos e repetições são adaptados de acordo com o condicionamento físico do praticante, dessa forma, mesmo quem tem uma vida completamente sedentária pode começar a praticar o Crossfit. O segredo é respeitar os limites do próprio corpo e ir progredindo aos poucos.

Zumba

Exercitar-se pode ser uma grande festa. Esta é a proposta por trás da Zumba, dança que nasceu da fusão de vários ritmos latinos como rumba e salsa e que, em pouquíssimo tempo, tornou-se um fenômeno mundial.

Criada pelo colombiano Beto Perez, a Zumba alia movimentos corporais rápidos com músicas alegres que deixam o astral de qualquer um lá em cima, proporcionando condicionamento físico, flexibilidade e a queima de até 1.000 calorias em uma hora de aula.

Atualmente, estima-se que já existam mais de 14 milhões de pessoas em mais de 180 países praticando a modalidade, que conta com turmas especiais para idosos e crianças, além de possuir um formato aquático que mescla a dança com movimentos típicos da hidroginástica.

Para praticar Zumba não é necessário qualquer preparo anterior, apenas vontade de se deixar levar pelo ritmo contagiante da modalidade.

Você toma seus remédios direito?

Dicas para evitar sustos durante tratamentos com antibióticos.

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Medicação não é brincadeira, principalmente quando falamos de antibióticos que, apesar de serem essenciais para o tratamento de diversas doenças, são remédios fortes que exigem uma série de cuidados especiais.

Confira abaixo algumas informações que podem te ajudar a levar o tratamento da melhor maneira possível:

Interações medicamentosas
Ao lhe prescrever um antibiótico, é muito importante que o médico esteja a par de todos os remédios que você está ingerindo. Além de evitar uma sobrecarga do fígado, isso previne seu organismo dos efeitos negativos de interações medicamentosas indesejadas, como a queda da eficácia de pílulas anticoncepcionais.

Ingestão de álcool
O fígado é um dos principais responsáveis pelo processamento dos remédios que ingerimos e, quando tomamos bebidas alcóolicas junto com a medicação, ele precisa dividir seus esforços entre metabolizar o remédio e o álcool. Como normalmente ingerimos maiores quantidades de bebida do que de remédio, quem ganha essa batalha é o álcool e a absorção da medicação acaba sendo prejudicada. Por conta disso, não é recomendável beber enquanto se está fazendo um tratamento com antibióticos.

Hora certa
Sabe aquela história de que tomar remédio com estômago vazio faz mal? Então, nem sempre isso é verdade. Alguns antibióticos são melhor absorvidos antes das refeições, outros reagem mal com alimentos específicos, como o leite, e ainda tem alguns que se comportam bem em ambientes mais ácidos. Por isso, é fundamental tomar o antibiótico na hora recomendada pelo seu médico, para que o tratamento tenha eficiência total.

Tomar até o fim
Um dos cuidados mais importantes ao se fazer um tratamento com antibióticos é respeitar rigorosamente o ciclo da medicação. Lá pelo terceiro ou quarto dia, é comum o paciente se sentir melhor e, por isso, abandonar o tratamento. Nesse momento, restaram em seu organismo apenas as bactérias mais fortes que, a médio e longo prazo, podem levar a uma recaída ainda mais intensa da doença.

Demorou, mas chegou

Evitar lugares fechados e beber bastante líquido podem ajudar a proteger a saúde do frio que acabou de chegar.

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O frio chegou com tudo em São Paulo e, com ele, o aumento das chances de ficar doente também. Quando a temperatura cai, nossa imunidade tende a diminuir, o que pode deixar o organismo vulnerável à uma série de doenças.

Nessas horas, algumas medidas simples podem fazer toda a diferença e te ajudar a manter a saúde em dia.

1. Mantenha a roupa de cama limpa
Lençóis e principalmente cobertores tendem a acumular muitos ácaros, por isso, é importante trocá-los com frequência para evitar a ocorrência de doenças respiratórias.

2. Use soro fisiológico
Ao ser aplicado nas narinas, o soro mantém a mucosa hidratada, o que evita a proliferação de bactérias. Além disso, ele é muito mais suave do que os descongestionantes comuns e ajuda a desobstruir as vias respiratórias sem causar danos.

3. Vacine-se contra a gripe
Extremamente eficaz na prevenção da doença, a vacina contra a gripe deve ser tomada uma vez ao ano, todos os anos.

4. Evite aglomerações e lugares fechados
Espaços assim tendem a facilitar a circulação de vírus e bactérias. Procure manter as janelas abertas para favorecer a circulação do ar.

5. Lave as mãos constantemente
Sem perceber, estamos sempre colocando nossas mão em contato com os olhos e a boca. Dessa forma, quanto mais limpa as mantivermos, menores serão as chances de contrair alguma doença.

Cirurgia bariátrica: um fenômeno perigoso

Saiba por que operar o estômago não é a solução ideal para todo mundo.

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Os novos hábitos adquiridos com a vida moderna, como o alto consumo de alimentos industrializados e o sedentarismo, estão causando verdadeiras transformações na sociedade. Segundo dados do Ministério da Saúde, quase metade da população brasileira está com sobrepeso e 17% sofre de obesidade.

Apesar dos comentários recebidos pelas pessoas que fazem parte destes dois grupos serem igualmente maldosos, existe uma diferença muito grande entre ter dificuldade para emagrecer, estar acima do peso e ser obeso, algo que muita gente parece ignorar, principalmente quando o assunto é a cirurgia bariátrica.

Cansadas das dietas que nunca funcionam e de não se adequarem aos padrões de beleza impostos, cada vez mais pessoas têm procurado a cirurgia bariátrica como se ela fosse a solução para qualquer problema relacionado ao excesso de peso. Alguns, inclusive, chegam até a engordar propositalmente para atingir o IMC exigido para a operação, ignorando a complexidade do procedimento e suas consequências.

 

A DECISÃO

Maria Fernanda Sampaio, 26 anos, ouviu algumas vezes que tinha um “rosto bonito” antes de decidir fazer a cirurgia. “Isso é uma das coisas mais ofensivas que alguém pode falar quando você está acima do peso, mas as pessoas não sabem disso e continuam falando”, conta a entrevistada que até os 24 anos conviveu bem com o corpo que tinha.

Apesar de não ter problemas de autoestima, a partir de 2007, Maria Fernanda começou a engordar em ritmo acelerado. Entre dietas e remédios que nunca deram certo, ela ganhou aproximadamente 34 kg em apenas 3 anos, o que começou a lhe trazer uma série de problemas de saúde.

Diante de um corpo que, ainda muito jovem, já sofria com os efeitos negativos da obesidade, Maria Fernanda decidiu que precisava emagrecer e, depois de uma conversa com seu médico, começou a cogitar a cirurgia bariátrica. “Eu pensava que podia ser uma opção, mas eu tinha preconceito. Eu achava que quem fazia redução de estômago era preguiçoso, mas hoje eu pago a minha língua”, conta.

Para tomar a decisão da maneira mais consciente possível, Maria Fernanda conversou com médicos e pessoas que já haviam passado pelo procedimento, frequentou palestras e fez acompanhamento com um psiquiatra, o que, para ela, foi fundamental. “A bariátrica é uma coisa que tem que ser muito conversada entre o paciente e o médico. Se a pessoa encara a cirurgia sem estar psicologicamente preparada, ela vai achar que a operação é uma mágica, e não é. Tudo depende de você”, relata Maria Fernanda que, em um ano e meio, já perdeu 44Kg.

 

A CIRURGIA

Atualmente, existem quatro modalidades de cirurgia bariátrica que podem envolver a redução da capacidade estomacal, a diminuição da absorção intestinal ou uma combinação das duas técnicas.

Cada uma delas possui características específicas, mas de maneira geral, para a realização de qualquer uma das cirurgias é necessário que o paciente possua índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m2. Candidatos com IMC inferior a isso só são aceitos mediante comprovação de doença diretamente agravada pelo excesso de peso.

Depois da cirurgia, o paciente deve permanecer durante 3 semanas em uma dieta líquida. Após esse período, os alimentos sólidos são gradativamente reinseridos na rotina do operado, até que ele possa voltar a comer de tudo, porém, em quantidades significativamente reduzidas.

Um efeito colateral recorrente da cirurgia bariátrica, em especial daquelas que envolvem algum tipo de desvio de intestino, é o Dumping, uma síndrome ocasionada pela rápida absorção de glicose após a ingestão de carboidratos, doces ou bebidas alcóolicas. Os sintomas mais comuns dessa reação são cefaleia, náusea, sudorese, taquicardia, tremores e diarreia. Não existe cura para o Dumping e, por isso, muitos operados são obrigados a cortar completamente o açúcar de suas dietas.

Outra reação possível é o desenvolvimento de uma espécie de intolerância a alguns tipos de alimentos. No caso de Maria Fernanda, por exemplo, alface e nori (aquela alga que envolve sushis e temakis) são garantia de um mal estar terrível. “Se você fez a cirurgia porque quis e teve o apoio psicológico necessário, você vive com essas coisas. Eu nunca mais vou poder comer um temaki, mas isso não me afeta nem me deixa triste, é simplesmente uma condição”.

O RESULTADO

Para Maria Fernanda, a maior mudança que veio com a cirurgia foi a possibilidade de cortar a sua relação de dependência com a comida.  “Eu não perdi o prazer de comer. A diferença é que, hoje, sou eu que como a comida e não ela que me consome”, relata.

Com o estômago reduzido, apesar de comer muito menos em quantidade, Maria Fernanda conta que se alimenta o dia inteiro, pois sente fome muito mais rápido. Depois da cirurgia, ela foi aprendendo a ouvir as demandas naturais do corpo e a respeitá-las, o que transformou profundamente seus hábitos alimentares e aboliu de vez a culpa à mesa.

Apesar de rápidas, nenhuma dessas mudanças foi fácil. Após a operação, o paciente precisa reaprender a conviver com o próprio corpo e isso pode trazer uma série de dificuldades. “A diferença entre estar satisfeito e passar mal é uma colherada. Mas você vai aprendendo”, conta Maria Fernanda que até hoje faz acompanhamento com um psicólogo para lidar melhor com as questões trazidas pela cirurgia.

Nos últimos cinco anos, o número de cirurgias bariátricas no Brasil cresceu 90%, indicativo de uma popularização alarmante gerada não só pelo aumento do acesso ao procedimento, mas também por uma banalização perigosa.

Hoje, com 63kg, tão nítida quanto o impacto positivo que emagrecer teve na vida de Maria Fernanda, é a consciência que ela tem da seriedade do procedimento que fez.  “A bariátrica não é uma brincadeira. É uma mudança de vida que vai durar para sempre. Ela tem que ser a sua última opção”, conclui.

Mulher 4.0

Chegar aos 40 anos com beleza e saúde é mais fácil do que parece.

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Não é possível parar o tempo, por mais que esse seja o sonho de muitas mulheres. Os ponteiros do relógio se movem, os dias viram noites e os anos passam. Em um piscar de olhos chega-se aos 40 anos.

Dizem que ao chegar aos 30 anos a mulher está em sua melhor fase, já aos 40 a gravidade passa a fazer efeito, a barriguinha aparece e a saúde começa a pedir um pouco mais de atenção com consultas e exames periódicos.

Cuidar da saúde torna-se o primeiro passo para manter a beleza intacta. Exames periódicos, um acompanhamento mais próximo de doenças crônicas e a ida ao médico são cada vez mais constantes.  Mas além disso tudo, alguns passos simples podem te ajudar a chegar aos 40 anos com força total:

1. Realize um acompanhamento mensal da circunferência do seu abdome para evitar que ocorram grandes variações.

2. Faça uma reeducação alimentar e respeite as mudanças do seu metabolismo. Afaste de vez os alimentos processados, com alto teor de açúcar e gorduras.

3. Durma melhor indo para a cama sempre no mesmo horário. E não leve os problemas profissionais com você.

4. Mantenha os hormônios controlados, eles influenciam a distribuição de gordura no corpo.

5. Arrume um exercício para ser seu hobby. Pode ser andar de bicicleta, correr no parque ou frequentar aulas de dança de salão.

Matéria adaptada da edição #3 da Revista Delboni. Confira a publicação completa: http://bit.ly/1hjPzOA

Endometriose: um mal silencioso

Dr. Roberto Basblalg e Dr. Danilo Moulin Sales.

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Cada vez mais nos deparamos com casais com dificuldade para ter filhos, quando, no tempo de nossos pais e avós, a dificuldade parecia ser justamente a oposta: evitá-los. O que pode ter acontecido? A endometriose pode ser uma das causas.

A endometriose é uma condição que acomete mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de tecido endometrial que se implanta em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero, que se renova mensalmente durante o ciclo menstrual e sofre efeito direto do estímulo hormonal.

Dentre os sintomas mais frequentes estão a dismenorreia, que é a cólica menstrual mais acentuada e, por vezes, incapacitante, presença de dor durante a relação sexual, queixas urinárias e intestinais, relacionadas ao comprometimento da bexiga e do intestino ocasionado pela doença e, em alguns casos, até mesmo infertilidade.

Os sintomas referidos acima devem ser valorizados pela pacientes e relatados ao seu ginecologista. A doença pode afetar o humor, a relação com seus parceiros e o seu rendimento no trabalho. A endometriose tem tratamento e este será mais eficaz se a doença for diagnosticada precocemente.

O diagnóstico definitivo da endometriose é feito por laparoscopia. Porém, a ultrassonografia e a ressonância magnética são métodos não invasivos de grande importância para o diagnóstico e planejamento terapêutico da doença, com amplo acesso à população.

Matéria adaptada da edição #3 da Revista Delboni. Confira a publicação completa: http://bit.ly/1hjPzOA