Poluição: inimigo invisível da pele

Cuidados com o ar das grandes cidades

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Quando falamos em poluição, é normal pensarmos em problemas associados à respiração. Correto! Mas, a verdade é que nossa pele também sofre muito com o ar contaminado. Ele estimula a oleosidade e pode aumentar a incidência de cravos e espinhas, causando também o envelhecimento cutâneo precoce.

Em uma cidade como São Paulo, com taxa de poluição às vezes superior aos níveis considerados aceitáveis pela OMS (Organização Mundial da Saúde), cuidar da pele requer atenção especial. Enumeramos algumas medidas que podem ajudá-lo a manter a pele mais saudável:

1. Não esqueça o protetor solar! Além de proteger contra os raios solares, ele também vai criar uma película entre os seus poros e a poluição. Caso passe muito tempo ao ar livre, lembre-se de reaplicar o filtro solar ao menos uma vez ao longo do dia.

2. Ao fim do dia, lave o rosto com um sabonete específico para essa região. É importante limpar bem a pele para que todas as toxinas sejam eliminadas. Opte também por um hidratante, de preferência que possua anti-radicais livres na fórmula, indicado para reparar possíveis agressões causadas à pele.

3. Manter-se hidratado é fundamental para cuidar da pele. Alimentos com alto poder de hidratação, como melancia, melão e água de coco, podem complementar a ingestão diária de água.

4. Procure não tomar banhos muito demorados e quentes, que ressecam a pele e podem piorar ainda mais a sua regeneração.

5. Em nenhuma hipótese durma de maquiagem. Esses produtos obstruem ainda mais os poros, favorecendo a ocorrência de acne e estimulando o envelhecimento precoce da pele.

Medicina nuclear: diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficientes

Saiba como a tecnologia tem revolucionado e facilitado o tratamento de tumores

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Observar tecidos, órgãos e moléculas sem precisar tocar em um bisturi já foi o sonho de muitos médicos. Hoje, graças aos investimentos em tecnologia de ponta, isso é possível. A chamada medicina nuclear leva para os laboratórios a possibilidade de fazer essa checagem de forma não invasiva, por meio da marcação de moléculas com elementos que permitem a sua visualização no interior do corpo humano, utilizando equipamentos especiais.

Para o tratamento de um câncer, por exemplo, essa é a ferramenta principal. O controle da doença, e até sua cura, dependem da escolha do melhor tratamento, uma tarefa nem um pouco simples para o médico. Ele deve conhecer bem o tumor que irá assistir, identificar sua localização precisa, nível de agressividade e extensão. Para isso, o exame de tomografia de emissão de pósitrons (PET) acoplada à tomografia computadorizada (CT) é uma das melhores opções.

O exame combina as técnicas mais modernas de diagnóstico por imagem, que revelam, ao mesmo tempo, metabolismo e anatomia da doença. A precisão e a clareza de dados são tão elevadas que os médicos conseguem refinar ou mudar sua estratégia terapêutica em 20 a 40% dos casos, dependendo do tipo de câncer examinado. As alternativas de tratamento existentes são cirurgia, quimio e radioterapia, ou uma combinação entre elas.

O funcionamento da técnica baseada nos princípios da medicina nuclear parece simples à primeira vista: o paciente recebe uma injeção de glicose marcada com um elemento que permite a sua visualização no interior do corpo do paciente. O grau de absorção desse combinado reflete o grau de atividade do tumor. “O tumor cresce de forma desordenada, necessitando de mais substratos energéticos para suportar esse crescimento. A glicose é um desses ‘combustíveis’ essenciais para o crescimento do tumor e, por isso, ele consome glicose mais rapidamente e em maior quantidade do que as demais células do nosso organismo”, explica Dr. Carlos Alberto Buchpiguel, nosso especialista em medicina nuclear e imagem molecular.

Com essa relação, a PET pode revelar novos focos de tumores, permite estimar o nível de agressividade da doença e, por vezes, diferenciar tumores benignos e malignos. Contudo, para se identificar de forma precisa o tecido afetado, o equipamento é acoplado a uma CT, que revela a anatomia dos órgãos e tecidos do paciente.

Depois do tratamento, a PET-CT ainda registra o grau de atividade das massas residuais e determina se estão ativas ou não, indicando continuidade do tratamento ou novas abordagens. Além de ser indispensável para um tratamento de sucesso no combate ao câncer, o exame tem outra aplicação muito importante: a confirmação de quadros demenciais, como o Mal de Alzheimer. Ele pode acabar com as dúvidas quando o diagnóstico clínico é contraditório ou indeterminado.

Como Funciona

O paciente recebe uma injeção de glicose especial em uma veia periférica. Em uma hora, o material reage no organismo e permite a obtenção de imagens do exame, que dura entre 15 e 30 minutos. Diabéticos podem também se submeter a esse tipo de exame, desde que estejam com sua doença compensada e com níveis de glicemia em jejum inferior a 180mg/dL.

Não deixe o medo atrapalhar a sua prevenção

Exames periódicos para encontrar nódulos são necessários e não devem ser motivo para pânico

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Exames periódicos para encontrar nódulos são necessários. E mesmo que o diagnóstico seja positivo, não há motivo para pânico.

Segundo dados da literatura médica, o nódulo na tireoide é uma ocorrência frequente. Exames ultrassonográficos podem detectar a presença deles, e até mesmo de alterações milimétricas na tireoide.

Sua ocorrência é muito mais frequente nas mulheres do que nos homens, e observa-se que sua prevalência aumenta com a idade – 50% da população acima de 50 anos apresenta esta condição. Apesar dessa grande incidência, apenas 5% dos nódulos são malignos.

Como a ultrassonografia é muito sensível, ela possibilita detectar e selecionar os nódulos que devem ter investigação aprofundada. Assim, o exame ultrassonográfico com Doppler colorido indica os nódulos que têm risco aumentado e devem ser investigados por meio da punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

Quando o paciente tem histórico familiar de câncer de tireoide ou quando o nódulo é detectado por palpação, a PAAF – um tipo de biópsia simples realizada no próprio consultório – também é solicitada. Assim como a ultrassonografia, a PAAF é um exame que pode definir a conduta de tratamento. Quando um nódulo não é suspeito ou é de baixo risco, ele deve ser acompanhado, o que geralmente inclui exames laboratoriais e ultrassonografia.

Se analisarmos os dados a respeito da taxa de mortalidade por câncer de tireoide, observaremos que é baixa, e permanece a mesma há quatro décadas, o que nos leva a concluir que estamos, cada vez mais, identificando nódulos malignos menores e tratando-os precocemente.

O tratamento do nódulo maligno é a cirurgia (tireoidectomia) que poderá ou não ser seguida pela radiodoterapia. Ainda nos casos de nódulos malignos, o prognóstico geralmente é bastante favorável: a cirurgia consegue tratar o problema em cerca de 90% dos casos.

Dessa forma, o diagnóstico de nódulo da tireoide não é motivo de pânico, mas não deve ser negligenciado. O melhor é procurar um especialista (endocrinologista e/ou cirurgião de cabeça e pescoço) que solicitará os exames necessários, analisará os riscos e indicará o melhor tratamento.

Texto escrito pela nossa médica Dra. Maria Cristina Chammas e pubicado na 1a edição da Revista do Delboni.

50% das mulheres poderá ter pelo menos uma infecção urinária na vida

Sintomas, diagnóstico e tratamento de uma das doenças mais comuns do sexo feminino

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Quando uma bactéria atinge qualquer órgão do sistema urinário, inicia-se um quadro infeccioso chamado de Infecção do Trato Urinário (ITU), ou simplesmente infecção urinária.

Normalmente, essas infecções ocorrem na bexiga ou na uretra e, apesar de poderem atingir tanto homens quanto mulheres, são mais comuns no sexo feminino, pois a distância entre a bexiga e o final da uretra é menor, o que facilita a entrada de bactérias.

Além disso, a maior parte das infeções urinárias são causadas por bactérias advindas do intestino, dessa forma, o sexo feminino é anatomicamente mais vulnerável a esse tipo de contágio. Por fim, uma vida sexual sem os devidos cuidados também pode contribuir para a ocorrência de infecções urinárias em mulheres, na medida em que o pênis pode ser um vetor de bactérias.

Os sintomas mais comuns da infeção urinária são ardência na hora de urinar, necessidade constante de ir ao banheiro, dor pélvica e urina com cheiro forte. Entretanto, o quadro pode variar de acordo com o tipo de infecção, e, as vezes, pode apresentar sintomas sutis que passam despercebidos.

Uma infecção urinária negligenciada ou mal cuidada pode levar a infecções mais graves, que podem se espalhar pelos rins ou até mesmo por outros órgão dos corpo. Por isso é fundamental manter-se atento, e a qualquer sinal de contágio, contatar um médico.

A partir da confirmação do diagnóstico, o tratamento costuma ser feito com antibióticos que devem ser prescritos de acordo com a bactéria identificada e a intensidade da infecção.

Osteoporose prevalece em mulheres que já passaram pela menopausa

Sem o tratamento adequado, 2 a cada 3 mulheres poderão sofrer fraturas no fêmur até os 80 anos

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A saúde da mulher exige uma série de cuidados, dentre eles, uma atenção especial aos ossos, principalmente após a menopausa.

O esqueleto humano está em constante processo de renovação. Continuamente, o nosso organismo está absorvendo células velhas e produzindo células novas. Estima-se que, a cada 10 anos, os ossos do nosso corpo se renovem por inteiro. Entretanto, com o passar do tempo, essa função de originar novas células fica prejudicada e, com isso, nossa ossatura acaba perdendo densidade e ficando mais porosa.

Quando essa perda é mais intensa, fica caracterizada a osteoporose que, apesar de atingir ambos os sexos, tem prevalência em mulheres que já passaram pela menopausa, por conta da redução na produção de estrógeno.

É difícil falar em sintomas da osteoporose, já que ela só costuma ficar evidente quando atinge estágios mais avançados e provoca fraturas repentinas. Por isso, prevenir-se desde cedo é fundamental.

Ter uma alimentação rica em cálcio, praticar exercícios físicos e tomar sol para fixar a vitamina D são alguns dos principais cuidados a se tomar para garantir a saúde dos ossos. Além disso, após a menopausa, realizar ao menos uma desintometria óssea por ano é importante, pois permite o diagnóstico precoce da perda de densidade óssea, o que aumenta as chances de reverter este quadro.

Rinite e ar seco: cuidados com esta combinação

Entenda porque a rinite se agrava em épocas de seca e saiba como se prevenir

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Em São Paulo e outras cidades do país, o tempo está cada vez mais seco, o que tende a aumentar significativamente a incidência de doenças que atingem as vias respiratórias.

Dentre os problemas respiratórios mais comuns, está a rinite alérgica, uma doença caracterizada por sintomas como obstrução das vias nasais, espirros, coriza e coceira no nariz.

A rinite é uma reação do organismo a substâncias estranhas como pó, pólen ou pelo de animais que ficam pairando no ar. Ao serem inaladas, essas partículas ativam um mecanismo de defesa no nariz que, para muitas pessoas, acaba sendo forte demais.

Quando o clima está muito seco, há maior acúmulo desses elementos no ar, o que facilita a ocorrência dessas reações. Além disso, o ressecamento das mucosas também tende a contribuir com esse estado.

Se você costuma sofrer com a rinite alérgica e outros problemas respiratórios, confira algumas dicas que podem te ajudar a passar melhor por esses tempos de seca:

 1.     Mantenha os ambientes sempre limpos. Ao contrário do que se pensa, a vassouras e espanadores não ajudam muito nesse processo, pois costumam espalhar ainda mais as partículas de pó pelo ar. Dê preferência a aspiradores de boa qualidade e a panos úmidos na hora da limpeza.

2.     Beba bastante água. Manter-se hidratado é um jeito de deixar as vias respiratórias mais resistentes.

3.     Umidifique os ambientes. Se você não deseja adquirir um umidificador, deixar uma bacia com água ou um pano molhado dentro do quarto são formas de obter um resultado parecido sem tanto investimento.

 4.     Converse com seu médico. Só assim você será capaz de identificar qual agente te causa rinite e a melhor forma de tratá-la.

Não carregue o mundo nas costas

Estresse e sedentarismo são algumas das principais causas de dores na coluna

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Dores nas costas são uma queixa muito comum que pode ter origens que vão de noites mal dormidas e má postura a problemas mais graves como, por exemplo, doenças que atingem os rins e ovários. Em geral, dores deste tipo costumam ser passageiras. Caso persistam, consultar um especialista é fundamental.

Dentre as causas mais comuns de dores nas costas estão o estresse, o sedentarismo e a postura inadequada. O estresse causa tensão muscular que reduz a circulação sanguínea para os tecidos e acaba provocando dor, especialmente na região da lombar e do pescoço. Já a falta de exercícios físicos dificulta o fortalecimento muscular, prejudica a flexibilidade e acaba fazendo mal à coluna.

Existem muitos tipos de tratamentos voltados para dores nas costas, o que tem feito da automedicação um hábito cada vez mais comum. Antiinflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares podem até diminuir a dor, entretanto, se não forem consumidos da maneira correta, podem mascarar a origem do problema e até agravá-lo com o passar do tempo, representando um grande risco para a saúde.

Confira algumas dicas para evitar dores nas costas:

1. Sente corretamente. O ideal é manter a coluna encostada na cadeira, os pés apoiados no chão e os joelhos acima do nível do quadril. Caso seja necessário, utilize um apoio para os pés.

2. Dobre os joelhos e fique de cócoras sempre que tiver que pegar algo no chão. Assim, o impacto na sua coluna será bem melhor.

3. Durma de lado – é a posição em que a coluna fica mais alinhada. E invista em um bom travesseiro que seja exatamente da altura do sem ombro, assim, não haverá nenhum desvio.

4. Divida bolsas e sacolas entre os dois lados do seu corpo. Assim, nenhum deles é sobrecarregado pelo peso.

5. Pratique exercícios físicos regularmente e procure dar preferência a atividades que fortaleçam a região abdominal. Pilates, Yoga e danças em geral são ótimos para isso! Para quem sofre com dores, o acompanhamento de um especialista é fundamental para evitar complicações.

6. Respire mais. Sempre que estiver estressado e notar que os músculos do seu pescoço estão mais contraídos, tente fechar os olhos e relaxar por alguns instantes. Pode parecer pouco, mas fará uma grande diferença no final do dia.