Cálcio: Essencial em todas as idades

Em uma era de veganismo e intolerância à lactose, aprenda a garantir suas reservas deste mineral tão precioso, cuja maior fonte é o leite

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Estima-se que o auge do acúmulo do cálcio no corpo se dá aos 35 anos; apesar disso, devemos continuar ingerindo o mineral com ainda mais afinco, já que a partir dessa idade passamos a perder 1% de massa óssea por ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ingestão diária recomenda é de 1.000 mg de cálcio para um adulto, o que corresponde a três copos de leite mais uma porção de queijo. “Durante os períodos de crescimento (da infância até a adolescência), a formação óssea excede a reabsorção, enquanto na idade adulta os processos são relativamente iguais. Em idosos, particularmente as mulheres na pós-menopausa, a reabsorção óssea excede a formação, resultando em perda óssea e aumentando o risco de osteoporose”, explica a Dra. Suemi Marui, médica endocrinologista que integra o corpo clínico do laboratório.

A vitamina D também participa ativamente do processo de absorção do cálcio pelo corpo. “Simplificadamente, ela promove a absorção do mineral pelo intestino. Assim, com a deficiência de vitamina D ocorre uma menor absorção, levando a menor deposição nos ossos”, aponta a médica.

 

Mães & bebês

Você sabia que mulheres grávidas absorvem melhor o cálcio dos alimentos?

Isso porque o bebê necessita de quantidades cada vez maiores do mineral, principalmente a partir da segunda metade da gestação, quando passa a crescer mais rápido. Pensando nisso, a gestante deve garantir a ingestão recomendada de 1.200 mg/dia. Em alguns casos, é necessário também o uso de suplementos vitamínicos, que devem ser tomados durante a gestação e a amamentação a partir de recomendação médica. Depois do nascimento, o cálcio continua a ser fundamental para o bebê e a melhor maneira de suplementá-lo é através do aleitamento. Sua importância é grande, pois além de fornecer as defesas necessárias nos primeiros meses de vida, é responsável pelo fortalecimento e renovação de nossos ossos, garantindo sustentação e reservas fundamentais para nosso desenvolvimento. Esse é um

dos motivos que tornam crucial o aleitamento materno, que garante a formação de um reservatório de cálcio para a vida adulta, prevenindo a reabsorção óssea na terceira idade.

 

Veganos

Os veganos não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal, ou seja, o leite e seus derivados estão fora da dieta. Ainda assim, o cálcio pode vir de outras fontes. Vegetais e legumes de folhas verdes, bem como o feijão, tofu, castanha-do-pará, sementes de chia, girassol e rabanetes também são importantes fontes do mineral. Outra opção são os leites vegetais, como o de amêndoas. Mas é importante ter o acompanhamento de um especialista:

“Verduras e legumes não são muito ricos em cálcio, tornando a dieta um risco para o desenvolvimento de osteoporose”, explica Dra. Suemi.

 

Intolerância ao leite

Há quem não possa utilizar o leite como meio de ingerir cálcio por culpa da intolerância à lactose, também conhecida como deficiência de lactase – que se traduz como a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose, um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. “Geralmente o diagnóstico é clínico, ou seja, o paciente tem sintomas de diarreia, flatulência e distensão abdominal ao consumir leite. Quando ele retira a bebida, os sintomas desaparecem”, explica a Dra. Suemi. Nesses casos, o uso de vitaminas pode ser necessário, desde que tenha orientação médica. “Muitas vezes ocorre exagero no consumo de cálcio e, além disso, os compostos não possuem somente este mineral, mas outras vitaminas que podem ser prejudiciais quando tomadas em maior quantidade”, alerta a médica. A ingestão excessiva do cálcio pode gerar prisão de ventre e desconforto gástrico para algumas pessoas.

 

Clique abaixo e confira mais informações sobre o exame de teste de tolerância à lactose: http://www.delboniauriemo.com.br/exame/visualizar/teste-de-tolerancia-a-lactose-ttla

 

Atenção na menopausa

A Dra. Suemi destaca que mulheres no período da menopausa e na pós-menopausa devem fazer o exame de densitometria óssea “A avaliação deve ser feita anualmente e é considerada a densidade óssea total e a taxa de perda óssea anual, sempre comparando os valores ao grupo controle de jovens e ao grupo controle da mesma faixa etária”, explica. Homens entre 50 a 69 anos, com fatores de risco clínicos para fratura, e adultos que já apresentam baixa massa óssea ou perda óssea também devem buscar o exame.

 

E se eu ficar muito tempo sem tomar leite?

Nem sempre o desconforto intestinal e a diarreia após beber leite são sinônimos de intolerância. É comum que, após um longo período sem ingerir a bebida, esses sintomas se manifestem ao inseri-la novamente na dieta. “As pessoas confundem com intolerância e acabam não persistindo na ingestão”, informa a médica endocrinologista.

 

Alimentos com cálcio

O leite e seus derivados são a maior fonte de cálcio para o corpo, mas o mineral também pode ser obtido de outras maneiras. As principais se dão por meio de alimentos vegetais verde-escuros, como a couve; frutas secas, como a uva-passa; leguminosas, como soja e feijões; além de castanhas, nozes e sementes de girassol. “Peixes como sardinha e salmão também são fontes ricas em cálcio”, indica a Dra. Suemi. Vale lembrar que, assim como a deficiência do mineral no organismo é prejudicial, seu excesso também faz mal à saúde, podendo acarretar problemas nos rins, como o cálculo renal, e nas articulações, o que afeta os movimentos básicos do corpo.

Por dentro da ressonância magnética

O que acontece dentro do aparelho que consegue escanear nosso corpo por inteiro?

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A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA é uma tecnologia revolucionária, não apenas por produzir imagens de todos os tecidos do corpo com grande detalhamento, mas porque, ao contrário do raio-X, não expõe o corpo à radiação. “O aparelho utiliza um campo magnético e ondas de radiofrequência, portanto sem radiação ionizante”, explica o Dr. Hamilton Picolo Guidorizzi, médico radiologista que integra o corpo clínico do laboratório. A seguir, saiba mais sobre essa máquina tão importante para a medicina contemporânea.

 

O QUE O MÉDICO DEVE SABER

Implantes de metal no organismo ou objetos metálicos nas vestimentas podem ser perigosos e causar interferência na imagem. Por isso, pessoas com marca-passos, clipes de aneurisma ferromagnéticos, neuroestimuladores ou próteses de ouvido não removíveis não devem se submeter ao exame. Essas informações devem ser assinaladas no formulário entregue ao paciente antes do exame.

 

ALERTA PARA PLACAS E TATUAGENS

Os pulsos de radiofrequência fazem metais conduzirem calor. Por isso, objetos metálicos, como placas e pinos, podem esquentar durante o exame. O mesmo vale para tatuagens, porque pode haver ferro na composição da tinta. Guidorizzi explica: “Hoje, em geral, as tintas são à base de extrato vegetal, mas é difícil certificar-se de que não há outros elementos. Por segurança, o exame só deve ser feito de quatro a seis semanas após a realização da tatuagem”.

 

PARA DEIXAR O EXAME MAIS TRANQUILO

Pacientes que porventura sofram desconforto dentro do aparelho, no espaço chamado gantry (o tubo do equipamento de ressonância magnética), podem passar por uma simulação antes do exame. Caso essa medida não funcione, o profissional pode administrar um sedativo leve ou, em casos extremos, anestesia geral. Além disso, alguns tipos de análise permitem a utilização dos equipamentos de campo aberto, perfeitos para pessoas com claustrofobia.

 

MAIS POTENTE QUE A TERRA

A força do campo magnético gerado pela maioria dos aparelhos utilizados na prática médica é de 1,5 Tesla, cerca de 100 mil vezes mais forte que o campo magnético da Terra!

 

TUMORES E ATIVIDADE CEREBRAL

É o método mais usado para detectar cânceres e avaliar como o paciente está reagindo ao tratamento. Também mapeia a atividade cerebral, sendo útil à prática clínica e como ferramenta de pesquisa, além de ajudar a minimizar o risco de sequelas em neurocirurgias.

“No futuro, podemos ter aparelhos mais rápidos e silenciosos, uma fusão da ressonância magnética com o PET-scan (um tipo de ressonância que permite o mapeamento de diferentes substâncias químicas no organismo) e o estudo molecular”, diz Guidorizzi.

 

POR QUE TANTO BARULHO?

Os aparelhos de ressonância fazem muito ruído por causa da vibração das correntes de suas bobinas. “Alguns fabricantes conseguiram atenuar um pouco esse barulhão, mas não acabar com ele. Por isso, são fornecidos protetores auriculares que reduzem os ruídos em até 30%”, explica o médico. Mesmo alto, o som não provoca danos à audição.

 

COMO FUNCIONA

O aparelho atua como um grande ímã. Segundo Guidorizzi, “o paciente é colocado no centro dele e ondas de radiofrequência, iguais às de celulares ou de rádios FM, são emitidas sobre a região desejada. Elas fazem com que as células dos diferentes tecidos produzam uma energia, que é captada e amplificada por uma ‘antena’. O aparelho faz cálculos com os dados coletados e os converte em uma imagem digital”.

 

TEMPO DENTRO DA MÁQUINA

O processo dura em média 20 minutos. Mas, caso seja necessário maior grau de detalhamento, como em exames de abdome e cabeça, esse tempo pode ser prolongado. Há também tipos de ressonância que já conseguem diminuir o tempo do exame, como a 3.0 Tesla, por exemplo.

Por que usamos o contraste?

Conheça mais sobre a substância que facilita a identificação de potenciais tecidos doentes durante exames

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Se você já precisou fazer um exame de ressonância magnética, tomografia computadorizada ou angiografia, certamente ouviu falar do contraste. Seu uso se dá para facilitar a identificação de potenciais tecidos doentes, uma vez que a aparência e o comportamento das estruturas geralmente é muito similar aos saudáveis, não chamando atenção nos exames convencionais.

Quando usado na tomografia computadorizada, o contraste é feito à base de iodo e, em exames de ressonância magnética, com soluções de compostos de gadolínio. “Os contrastes endovenosos (injetados na corrente sanguínea) têm o objetivo de facilitar a visualização das patologias. Comparamos a imagem antes e depois do uso do contraste para encontrá-la”, explica Dr. Emerson Gasparetto, Diretor Médico Executivo do laboratório.

No entanto, há quem se preocupe com possíveis efeitos colaterais. “Existem casos de alergia ao contraste – especialmente nos iodados –, geralmente manifestada através de pequenos vermelhões, coceiras ou reações mais graves como contração de vias respiratórias. Mas são ocorrências raras”, afirma Dr. Emerson. Evitar esse tipo de problema é simples: “No momento do agendamento do exame é preciso informar se há histórico de alergia e o que a causa. Durante o exame, é bom novamente lembrar o médico de que há um histórico alérgico, assim uma avaliação poderá ser feita no momento”, explica. Além disso, todo paciente que necessita do exame com uso do contraste passa por uma entrevista prévia e, ao alertar sobre seu histórico, recebe um preparo diferenciado, incluindo uma medicação que reduz a reação ao iodo ou ao gadolínio.