Cinco dúvidas comuns no consultório do cardiologista

Especialista do Delboni Medicina Diagnóstica fala sobre as principais dúvidas que envolvem a saúde do coração

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Em algum momento da vida, todos devem se consultar com um cardiologista. Seja apenas para fazer um check-up, ou para tratar algum problema, a procura pelo médico se faz necessária para manter a saúde do coração. O desafio está em convencer as pessoas a irem ao especialista, já que muitos acreditam que o cardiologista só deve ser procurado em caso de doença.

 

“Não é difícil encontrar no consultório um paciente ansioso, às vezes assustado por ter sido indicada a consulta com um cardiologista”, afirma Dra. Marly Uellendahl, cardiologista que integra o corpo clínico do Delboni Medicina Diagnóstica. Ela complementa que é importante ter um acompanhamento da saúde cardíaca, principalmente quando há um histórico de doença cardiovascular na família. Abaixo, a especialista lista cinco dúvidas comuns no consultório médico:

 

  1. Qual a periodicidade indicada para consultas no cardiologista?

Pessoas que têm familiares com histórico de problemas cardíacos devem começar a se consultar anualmente a partir dos 30 anos ou até antes, uma vez que a genética influencia significativamente a incidência de doenças no coração. Já quem não tem histórico familiar, pode começar um pouco mais tarde, entre 35 e 40 anos. Vale lembrar que aqueles que desempenham atividades desportivas intensas devem fazer uma avaliação cardiológica prévia, mesmo sendo mais jovens.

 

  1. Vou começar a fazer exercícios físicos com maior periodicidade. Preciso fazer exames para avaliar meu coração?

Sim. Mesmo aqueles que nunca tiveram problema cardíaco precisam fazer um check-up de prevenção ao incluir na rotina atividades físicas. “Dependendo do tipo e intensidade da atividade física é possível que aqueles que têm alguma doença que ainda não se manifestou em repouso possa a apresentar algum sintoma durante ou após o esforço, alerta a médica.

 

  1. Posso continuar comendo alimentos ricos em gordura e compensar com atividades físicas?

Não. É sabido que as atividades físicas ajudam a diminuir os níveis de gordura no sangue, mas se o consumo é muito grande, isto pode ser prejudicial à saúde cardiovascular. “A gordura deve fazer parte de uma dieta balanceada, mas, deve-se preferir a ingestão de gorduras de origem vegetal como azeite de oliva e de alguns peixes ricos em HDL, a gordura “do bem”, e evitar aqueles que aumentam o LDL, que é a gordura que se deposita nas artérias, podendo levar ao entupimento delas”, afirma Dra. Marly. É importante procurar orientação dietética com uma nutricionista para ter uma alimentação balanceada e saudável.

 

  1. Sinto-me muito cansado quando faço qualquer atividade física, como subir um lance de escada. Posso ter um problema cardíaco?

Nesses casos, o médico precisa pedir uma série de exames para averiguar. Afinal, o cansaço pode ser resultado de vários fatores, não só de problemas cardíacos. O próprio sedentarismo contribui para o aumento do cansaço, e para a diminuição da capacidade cardiorrespiratória. “O cansaço resultante de um dia corrido, ou da prática intensiva de um determinado exercício é normal. O problema é quando essa sensação dura dias, semanas, e impede a prática de atividades simples, como uma caminhada, por exemplo”, alerta a cardiologista.

 

  1. A pílula anticoncepcional pode fazer mal ao coração?

Essa questão também depende de vários fatores. A combinação de progestágeno e estrogênio podem aumentar os riscos de trombose e AVCs em algumas mulheres. Por isso é importante conversar com o seu ginecologista sobre alguns pontos, como seu histórico familiar de problemas cardíacos e seus hábitos de vida, que também podem influenciar no aparecimento de alguma complicação. ‘Mulheres fumantes, hipertensas, com histórico de doenças autoimunes ou história de trombose também podem ter complicações devido a pílula”, finaliza a especialista.

Tenha uma boa noite de sono

Descubra a importância do descanso e veja de que forma você pode melhorar a qualidade de suas horas embaixo do edredom

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Fundamental para a saúde e o bem-estar das pessoas, dormir é um dos mecanismos biológicos mais importantes para o controle do organismo. A cama é um dos lugares em que o ser humano passa mais tempo durante sua vida, ou, pelo menos, onde deveria passar cerca de um terço de sua existência.

Especialistas apontam que o sono tem tanta influência na vida de uma pessoa quanto sua alimentação, podendo gerar problemas em curto, médio e longo prazos. “Durante o sono, o corpo humano realiza funções importantíssimas, com consequências diretas sobre a saúde: o ‘reset’ do sistema imunológico, a secreção e a liberação de diversos hormônios, o cortisol (com funções imunológicas e regulatórias), entre outros. Além disso, há a consolidação da memória e o relaxamento e descanso dos músculos”, explica a Dra. Suemi Marui, médica endocrinologista que integra o corpo clínico do laboratório.

De acordo com a especialista, todos esses hormônios podem ser dosados facilmente por meio de um exame de sangue, embora seja possível aferi-los a partir de testes específicos funcionais ou provas de estímulo, que comprovam o diagnóstico.

 

PARA UMA BOA NOITE DE SONO

A sonolência que acomete muitas pessoas durante o dia é um reflexo de uma noite maldormida ou de algum distúrbio ligado ao tema, como o ronco, insônia, bruxismo, sonambulismo, dentre outros. Mas, afinal de contas, o que é preciso para se ter uma boa noite de sono? “Um local escuro, quieto e sem estímulos externos, como música e televisão, é o ideal. Além disso, uma boa cama, um posicionamento adequado, como na posição lateral, com um travesseiro entre as pernas, e um colchão específico para seu peso ajudam a relaxar ainda mais”, comenta a médica. Seguir o caminho contrário é uma má ideia. “Pessoas que não dormem bem à noite apresentam alguns problemas. Piora da imunidade, cansaço crônico, alterações de humor e depressões costumam ser as primeiras alterações observadas”, afirma.

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Beber com moderação

Entenda o que acontece com seu corpo depois da ingestão do álcool e saiba como aliviar os incômodos do dia seguinte

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Dor de cabeça, enjoo, boca seca, sede, fraqueza. Quem já experimentou uma bebedeira sabe que, no dia seguinte, há um preço a se pagar. O conjunto desses sintomas é popularmente conhecido como ressaca, que nada mais é do que a reação do nosso corpo ao consumo excessivo de álcool.

 

DESIDRATAÇÃO: A GRANDE CAUSA DOS SINTOMAS

Quando o álcool entra na corrente sanguínea, ele inibe a produção de vasopressina, hormônio responsável pela manutenção da umidade dos órgãos. Assim, o líquido ingerido é prontamente filtrado pelos rins e descartado pela bexiga, provocando aquela sensação incontrolável de ir ao banheiro – e a boca seca do dia seguinte.

 

O SONO INCONTROLÁVEL

Depois de uma bebedeira, é difícil resistir a uma noite de sono pesado. Isso também tem uma explicação fisiológica: o álcool suprime a produção de glutamina, um estimulante natural.

Quanto mais você bebe, portanto, menos disposição você tem para ficar em pé. Para piorar, o álcool estimula também o descarte do glicogênio, fonte de energia estocada no fígado, o que gera um quadro de hipoglicemia caracterizado pela fraqueza.

 

O SOFRIMENTO DO FÍGADO

O fígado, um dos mais complexos órgãos do corpo humano, é o que mais sofre com o consumo do álcool. O processo gera uma lesão que faz o órgão liberar uma substância tóxica chamada

acetaldeído. Essa é uma das causas do enjoo do dia seguinte. A sensação de náusea sentida na ressaca é ainda agravada devido à irritação causada pelo álcool nas células do estômago, que passam a produzir mais ácidos, o que provoca as dores de barriga e o vômito típicos da ressaca.

 

A LUTA DO CÉREBRO

O cérebro, órgão extremamente irrigado, acaba perdendo parte de seu líquido para o sangue, e encolhe. Isso comprime as membranas nervosas, provocando a característica dor de cabeça.

 

COMO EVITAR A RESSACA?

Não faltam no mercado remédios que se declaram “antirressaca”. Mas são meros paliativos para um ou outro sintoma. Você pode até tomar um analgésico para aliviar a dor de cabeça, mas, quando se fala em ressaca, o melhor remédio é o tempo. Alguns truques, no entanto, podem ajudar a aliviar seus efeitos:

  • Comer antes de beber.
  • Beber um copo de água para cada copo de bebida alcoólica.
  • Trocar o cafezinho da manhã seguinte pelo suco de frutas e, ao longo do dia, hidratar-se o máximo possível, de preferência com água, água de coco e chá.
  • Preferir frutas, pão, batatas e massas, que são ricos em glicose.
  • Evitar alimentos com alto teor de sódio.
  • Sempre que possível, tirar o dia para descansar em espaços escuros e silenciosos.