Afastando o medo*

O nódulo na tireoide é uma ocorrência frequente – 50% da população feminina acima de 50 anos apresenta esta condição

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Exames periódicos para encontrar nódulos são necessários. E mesmo que o diagnóstico seja positivo, não há motivo para pânico. Segundo dados da literatura médica, o nódulo na tireoide é uma ocorrência frequente. Exames ultrassonográficos podem detectar a presença deles, e até mesmo de alterações milimétricas na tireoide.

Sua ocorrência é muito mais frequente nas mulheres do que nos homens, e observa-se que sua prevalência aumenta com a idade – 50% da população acima de 50 anos apresenta esta condição. Apesar dessa grande incidência, apenas 5% dos nódulos são malignos.

Como a ultrassonografia é muito sensível, ela possibilita detectar e selecionar os nódulos que devem ter investigação aprofundada. Nesse sentido, o exame ultrassonográfico com Doppler colorido auxilia, indicando os nódulos que têm risco aumentado e devem ser investigados por meio da punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

Quando o paciente tem histórico familiar de câncer de tireoide ou quando o nódulo é detectado por palpação, a PAAF – um tipo de biópsia simples, realizada no próprio consultório – também é solicitada. Assim como a ultrassonografia, a PAAF é um exame que pode definir a conduta de tratamento. Quando um nódulo não é suspeito ou é de baixo risco, ele deve ser acompanhado, o que geralmente inclui exames laboratoriais e ultrassonografia.

Se analisarmos os dados a respeito da taxa de mortalidade por câncer de tireoide, observaremos que é baixa, e permanece a mesma há quatro décadas, o que nos leva a concluir que estamos, cada vez mais, identificando nódulos malignos menores e tratando-os precocemente. O tratamento do nódulo maligno é a cirurgia (tireoidectomia), que poderá ou não ser seguida pela radiodoterapia. Ainda nos casos de nódulos malignos, o prognóstico geralmente é bastante favorável: a cirurgia consegue tratar o problema em cerca de 90% dos casos.

Dessa forma, o diagnóstico de nódulo da tireoide não é motivo de pânico, mas não deve ser negligenciado. O melhor é procurar um especialista (endocrinologista e/ou cirurgião de cabeça e pescoço) que solicitará os exames necessários, analisará os riscos e indicará o melhor tratamento.

* Por Dra. Maria Cristina Chammas
Médica Radiologista, é doutora em Medicina (programa de Radiologia) pela USP, Diretora do Serviço de US – Instituto de Radiologia – Hospital das Clínicas da FMUSP, professora do programa de pós-graduação em Ci- ências da Saúde da FMUSP (progra- ma de Radiologia), Diretora Médica do Alta Excelência Diagnóstica (US) e Coordenadora do Serviço de Ul- trassonografia do Delboni Auriemo.

(Texto publicado originalmente na Revista Delboni Auriemo. Você pode fazer o download para iPad neste link (http://bit.ly/XIXQER) ou retirar sua versão impressa em qualquer Unidade de Atendimento do Delboni (http://bit.ly/XIXNc2).)

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