Centro emocional

O estômago é visto, há tempos, como o receptor das emoções e do estresse. A boa notícia é que alimentação e exercícios combatem esses problemas

O estresse não é algo ruim. Trata-se de um mecanismo natural de defesa, que auxiliou a sobrevivência do ser humano. Quando somos expostos a situações de risco, nosso organismo libera adrenalina para termos força e resistência à dor. Isso torna o raciocínio mais rápido e, por consequência, nos ajuda a encontrar alternativas para escapar do perigo.

Hoje, a ansiedade se faz presente no trabalho, na vida pessoal, no trânsito e em outros momentos. “Sabidamente o estresse aumenta as secreções gástricas e a mobilidade do trato gastrointestinal, particularmente pela ação do nervo vago. Conhecido como o décimo par craniano, o nervo vago (resposta integrada cognição-emoção), foi motivo de vários estudos experimentais, cabendo a Ivan Pavlov (Prêmio Nobel de Medicina em 1904), a confirmação do papel importante na secreção de ácido gástrico durante o que ele chamou de fase cefálica da digestão”, explica nosso Coordenador de Endoscopia, Prof. Dr. Eduardo Moura.

A produção excessiva desse ácido afeta a mucosa interna do órgão, provocando dor, erosões e até úlcera. O líquido pode refluir ao esôfago e provocar mais desconforto, como a queimação no peito.

Quem sofre de gastrite pode ter sensação de estômago cheio e queimação, náuseas, perda de apetite e até mesmo pode apresentar sangramento. “Existem medicamentos para controlar a produção do ácido no estômago, mas isso é um tratamento sintomático. A pessoa deve combater a origem do problema, e entre as possibilidades, as alterações do humor, podem estar relacionadas”, recomenda o Prof. Dr. Moura.

Conheça algumas maneiras indicadas pelo médico para manter seu estômago bem, sem o incômodo de gastrites ou refluxo:

Vá ao médico
Não deixe de fazer uma avaliação médica para verificar se o problema é apenas de origem nervosa. “A endoscopia é recomendada a partir dos 35 anos, quando o sintoma persistir”, alerta o especialista.

Faça exames
O tipo de gastrite mais comum é causado por bactéria e o refluxo pode ter outras origens. A maneira mais eficiente de descobrir suas causas são exames indicados por seu médico.

Exercite-se
Faça exercícios regularmente. Eles ajudam a combater a ansiedade e liberam endorfina, que dá sensação de bem-estar. Mas evite exercícios logo após comer, pois eles podem causar mal-estar.

Mude hábitos
Não coma nada de difícil digestão antes de dormir. Dê preferência aos alimentos leves, para evitar produção excessiva de suco gástrico e possíveis refluxos durante a madrugada.

Coma bem
Alimentação saudável e exercícios também ajudam. Evite passar horas sem comer. Pequenas refeições de três em três horas são mais benéficas ao sistema digestivo e ainda aceleram o metabolismo, dando mais disposição e queimando mais calorias.

Saiba dizer não
Evite bebidas alcoólicas, café e frutas cítricas, como limão, abacaxi e laranja. Alimentos gordurosos e apimentados também são prejudiciais.

Por Bruno Folli

(Texto publicado originalmente na Revista Delboni Auriemo. Você pode fazer o download para iPad neste link (http://bit.ly/XIXQER) ou retirar sua versão impressa em qualquer Unidade de Atendimento do Delboni (http://bit.ly/XIXNc2).)

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