Como enfrentar uma fobia

Medo exagerado tem tratamento

BlogDB05

 

Todo mundo tem algum tipo de medo. Medo de falar em público, medo de barata, de altura, de ver sangue. No entanto, nem todo medo pode ser classificado como fobia. Podemos dizer que toda fobia é um medo, mas nem todo medo é fobia. A fobia vai além da razão e causa reações incontroláveis – geralmente, atrapalha atividades corriqueiras e vem acompanhada de taquicardia, falta de ar e ataques de pânico.

A culpa é do nosso cérebro: diante do “perigo”, ele dispara ordens e provoca uma descarga extra de adrenalina, causando os sintomas citados acima. A origem desse distúrbio pode ter relação com algo do passado, como um trauma de infância. Em outras vezes, a causa ficou no inconsciente e nem a própria pessoa sabe dizer o motivo de tanto medo.

Calcula-se que 10% da população mundial possui algum tipo de fobia, este é um dos distúrbios psicológicos mais comuns. Ainda que possam ter nomes estranhos, a maioria é conhecida: aracnofobia é o medo de aranhas; claustrofobia é o medo de lugares fechados; nictofobia é o medo do escuro; aicmofobia é o medo de agulhas; coulrofobia é o medo de palhaços; astrofobia é o medo de raios e trovões.

Outras, no entanto, são raras, como cronomentrofobia, o medo de relógios; penterofobia, medo da sogra; anatidaefobia, medo de ser observado por patos; hidrofobofobia, medo de contrair medo da água; e a fobofobia, medo de fobias.

Mas fobia tem tratamento e o sucesso dele depende da gravidade do distúrbio. O primeiro passo é assumir o problema e não virar refém de seus temores. Em seguida, classifique a sua ansiedade. Por exemplo: uma pessoa com medo de altura provavelmente acha menos aterrorizante olhar pela janela do terceiro andar a subir até a cobertura do prédio. Você deve relaxar e imaginar os componentes da fobia, trabalhando do menos assustador ao mais assustador.

O passo seguinte é buscar a exposição gradual à situação na vida real. Terapias comportamentais costumam ser muito eficientes, pois ensinam a reconhecer e substituir os pensamentos causadores de pânico. Técnicas de meditação e relaxamento, assim como calmantes e antidepressivos, podem ser recomendadas.

Se ainda assim o ataque de pânico aparecer, é importante parar tudo o que está fazendo, ficar em silêncio e respirar profundamente até a sensação ruim passar. Coragem!

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