Dengue vs Chicungunya

Conheça as principais diferenças entre as doenças e saiba como se proteger

As notificações de casos de dengue aumentaram no ano de 2015. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde, que referem à situação da doença até 28 de março, demonstram que, em relação ao mesmo período do último ano, houve um aumento de 114% nos casos registrados, chegando a 460.502 casos confirmados. E uma nova ameaça surgiu nesse cenário: a Chicungunya.

Transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, a doença teve 1.513 casos confirmados até o mês de março, em diversas capitais brasileiras, segundo dados do Ministério da Saúde. A diferença entre as doenças está no vírus que é transmitido, o que leva a sintomas diferenciados.

"O quadro clínico inicial, com febre e dores de cabeça, é idêntico. O que diferencia é basicamente o tipo de dor no corpo. Na dengue, o paciente tem mais dores musculares, e na Chicungunya, dores articulares, que podem se prolongar por semanas nos casos mais complicados", explica nosso infectologista, Dr. Alberto Chebabo.

Com características tão próximas, é importante que, além do exame clínico, sejam feitos exames laboratoriais para o diagnóstico correto. “O resultado do exame indica a presença do vírus CHIKV. Já as sorologias indicam a presença de anticorpos contra o vírus Chicungunya ou CHIKV, diagnosticando que o paciente já foi ou está infectado pelo vírus”, explica.

VACINA EM PRODUÇÃO

A medida mais aguardada como promessa de um combate mais efetivo às doenças são as vacinas. No entanto, mesmo que os resultados das pesquisas tenham sido animadores, as amostras ainda não atingiram o que se considera a proteção ideal, acima de 80%. A dificuldade em relação a um resultado mais eficaz para a vacina contra a dengue está na necessidade de se obter uma proteção para quatro diferentes tipos de vírus que causam a doença.

Contudo, a divisão farmacêutica Sanofi Pasteur já declarou sua pretensão de entrar com o pedido para o registro da vacina, neste ano, em vários países endêmicos. A empresa acredita que até o segundo semestre de 2015, a vacina já esteja disponível no Brasil.

O dado mais encorajador dos estudos apresentados é que o número de internações por casos graves teve uma diminuição significativa entre as pessoas vacinadas, contribuindo para uma menor taxa de mortalidade da doença e dos custos sociais gerados.

COMO EVITAR?

Enquanto a vacina não está disponível, o mais importante é o combate aos criadouros, que se encontram em águas limpas e paradas. Esse cuidado deve evitar desde as águas que se alojam em pneus, em caixas-d’água ou piscinas que permanecem sem a devida limpeza.

Outra medida importante é diagnosticar de forma correta os casos de dengue, assim como os de Chicungunya. Com qualquer sintoma, procure seu médico.

 

Conheça as principais diferenças entre a dengue e a febre Chicungunya

 

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