HIV: entenda a importância do diagnóstico precoce

O médico infectologista do Delboni, Dr. Alberto Chebabo, fala sobre o diagnóstico, sintomas e tratamento da AIDS.

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Desde sua descoberta na década de 80, a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma das doenças crônicas mais temidas. Afinal, naquela época, o vírus condenava o paciente à morte. Hoje, porém, a doença já pode ser controlada.

O Dr. Alberto Chebabo, infectologista do Delboni, explica: “Hoje, só morre de AIDS quem descobre tarde demais ou não acompanha a doença adequadamente. Quem faz o diagnóstico precoce e utiliza as medicações adequadamente tem grande chance de sobrevida, semelhante à das pessoas não infectadas”. Para isso, é necessário desmistificar o HIV e incentivar a realização do exame de sorologia para diagnosticar a doença rapidamente. O Dia Mundial de Luta contra a AIDS, no dia 1 de dezembro, é uma das diversas iniciativas com esse objetivo.

O HIV acomete o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de doenças. Por conta disso, o portador do vírus fica impossibilitado de se proteger contra infecções. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com mal-estar corriqueiro, incluindo febre constante, calafrios, dores de cabeça, dores de garganta, dores musculares e aumento de gânglios no pescoço, cerca de duas a quatro semanas depois do vírus ser contraído. Há casos, ainda, em que nenhum sintoma se manifesta.

“O diagnóstico da doença é realizado por um exame de sangue, chamado de sorologia para HIV. Se ele der positivo, na amostra de sangue é processado um segundo exame por outra técnica diferente da inicial, que é o confirmatório. O ideal é que o paciente seja submetido a este teste de a partir de 30 dias após o contato de risco”, recomenda o Dr. Chebabo. Os casais que planejam casamento ou gravidez também devem ter o procedimento incluso no check-up de rotina.

O vírus é transmitido principalmente através de relações sexuais, configurando a AIDS como uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). A transmissão também pode acontecer a partir do compartilhamento de agulhas contaminadas e de mãe para filho durante a gestação, o parto e a amamentação. A AIDS ainda não tem cura, mas atualmente o portador do vírus HIV pode conviver com a doença por longos anos, tomando medicamentos antirretrovirais combinados, popularmente conhecidos como coquetéis.

Mesmo assim, a melhor forma de combate à AIDS é a prevenção, utilizando sempre preservativos ao manter relações sexuais e não compartilhar agulhas.