Liberdade sexual aumenta casos de sífilis em idosos

Saiba como se prevenir e tratar a doença

Delboni - sífilis - cortada

Doenças sexualmente transmissíveis, as famosas DSTs, são normalmente ligadas a pessoas solteiras, jovens e com vida sexual ativa. Nos últimos anos, porém, a realidade mudou, dada a nova concepção familiar e de relacionamentos, o crescente aumento de divórcios e a maior liberdade sexual e aumento do número de parceiros, de acordo com a Dra. Maria Lavínea Novis de Figueiredo Valente, infectologista do laboratório. Essa mudança resultou em mais idosos infectados por sífilis.

A transmissão se dá, principalmente, através da relação sexual sem preservativo, que tem 30% de chances de contágio – número que aumenta se houver feridas visíveis. O diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue e o tratamento ideal é com penicilina.

“Existem três fases da sífilis: a primária, a secundária e a terciária. O maior risco de transmissão está na primeira fase onde ocorre uma lesão inicial, o cancro duro, uma úlcera única e indolor, que desaparecem duas a três semanas espontaneamente, dando a impressão de cura”, explica a Dra. Maria Lavinea. “Com isso, muitos pacientes não procuram atendimento médico e acabam evoluindo para a segunda fase da doença”, alerta.

Na fase secundária, de três a quatro meses depois do aparecimento da primeira lesão, a doença pode se manifestar na pele, palma das mãos e sola dos pés. Também é comum sentir mal-estar, perda de apetite, ter febre e notar verrugas próximas ao local onde se instalou a primeira úlcera.

O momento mais grave da doença está na terceira fase. As manifestações costumam ser sistêmicas: cutaneomucosas, neurológicas, cardiovasculares e articulares.

“É extremamente importante lembrar que a doença é totalmente curável e o uso do preservativo é a prevenção mais eficaz. Por isso, sempre que houver alguma alteração no seu corpo, o ideal é procurar um médico”, completa a infectologista.

Tags:, , , , ,