Por dentro da tomografia computadorizada

Com os equipamentos mais modernos, disponíveis agora no Delboni, exames que duravam cerca de dez minutos passaram a ser realizados em menos de um

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Criada em 1971, a tomografia computadorizada vem passando por aprimoramentos tecnológicos sucessivos. Na década de 1990, a introdução da tomografia computadorizada helicoidal alterou a forma de aquisição das imagens, permitindo o giro unidirecional contínuo do sistema tubo-detectores. Por conta disso, exames que duravam cerca de dez minutos passaram a ser realizados em menos de um, sendo medidos pela duração do fôlego do paciente.

A próxima inovação do sistema surgiu na virada do milênio, quando foram criados os tomógrafos multislices. Com múltiplas fileiras de detectores, essas máquinas são capazes de adquirir diversas imagens em cada exposição de raios X, aumentando ainda mais a velocidade da aquisição e sua resolução, fazendo com que o tempo dos exames diminuísse para poucos segundos.

Segundo nosso Coordenador dos Serviços de Imagem Cardíaca, Dr. Roberto Cury, o avanço tecnológico dos tomógrafos nos permite melhorar a qualidade da imagem, ao mesmo tempo em que diminui a dose de radiação dos exames. “A associação de técnicas como a aquisição prospectiva, dose modulação e reconstrução iterativa nos leva a um ganho da qualidade dos exames, resultando em uma melhor acurácia do método na identificação das patologias. Além disso, a somatória dessas três técnicas nos permite reduzir a radiação em até 83%, trazendo uma segurança maior para o paciente a longo prazo”, explica.

 

Como funciona:

Tubos de raios X: o feixe de raios X é produzido por essa fonte e direcionado aos detectores.

Detectores: esses dispositivos leem a atenuação que sofre o feixe de raios X ao atravessar um objeto, informação que posteriormente será convertida em imagem. O tubo de raios X e os detectores são diametralmente opostos.

Gantry: o gantry é o suporte circular do equipamento. Quando ativado, o sistema de tubo-detectores apresenta giro unidirecional em torno da abertura do gantry, onde o paciente, deitado sobre a mesa, é posicionado.

 

(Texto publicado originalmente na Revista Delboni Auriemo. Você pode fazer o download para iPad neste link (http://bit.ly/XIXQER) ou retirar sua versão impressa em qualquer Unidade de Atendimento do Delboni (http://bit.ly/XIXNc2).)

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