Previna assaduras no seu bebê

Higiene e limpeza são fundamentais para evitar o problema que acomete 50% dos bebês de 6 a 12 meses

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As assaduras representam um dos maiores pesadelos das mães de bebês, acometendo 50% dos lactentes, com pico de incidência entre 6 e 12 meses.

 

De acordo com Natasha Slhessarenko, pediatra que integra o corpo clínico do Delboni Auriemo, o contato com substâncias alcalinas presentes na urina e nas fezes do bebê é o fator desencadeador, associado à oclusão, maceração, dano friccional, umidade e à ação de enzimas bacterianas que levam à lesão da camada córnea da pele.

 

“A limpeza da pele da criança é uma atividade rotineira muito importante”, alerta a pediatra. Um outro ponto ressaltado pela médica é que o objetivo da limpeza na região da fralda deve ser manter a pele limpa e seca, retirar os contaminantes e manter o pH ácido.

 

Dicas para a prevenção de assaduras:

– A limpeza da pele deve ser feita com água, que é o principal agente de limpeza, e sabão (sem perfume ou fragrância);

– Os lenços umedecidos não devem ser usados no dia a dia, pois crianças com predisposição a dermatite de contato ou dermatite atópica podem fazer reação aos seus componentes químicos;

– Troca de fraldas deve ser feita entre 8 e 10 vezes ao dia durante os primeiros meses de vida. À medida em que a criança cresce, diminui a frequência das trocas;

– Quando a criança apresenta assaduras, as trocas devem ser realizadas com uma frequência maior e, se possível, deve-se deixar a criança sem fraldas em alguns momentos do dia;

– Cremes e pomadas devem ser usados com parcimônia e sempre após avaliação e prescrição médica;

– Não se deve usar antissépticos e produtos perfumados, e o talco não deve ser usado em crianças pequenas pelo risco de inalação das partículas, que podem ser irritantes para as vias respiratórias inferiores da criança;

– Os corticosteroides tópicos devem sempre ser prescritos pelo médico e utilizados após prescrição médica;

– Dependendo do estágio da assadura, um médico deve sempre ser consultado para fazer o diagnóstico correto e instituir a terapêutica apropriada.

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