Qual o papel da Vitamina D no corpo humano?

O hormônio, conhecido como vitamina, é de extrema necessidade do seu corpo

Vitamina D - cortado

Apesar de ser conhecida como “vitamina D”, essa substância é, na verdade, um hormônio produzido pelo corpo quando a pele fica exposta ao sol após o consumo de alimentos como peixes oleosos, ovos e cogumelos. Sem esse hormônio, o corpo não consegue absorver de maneira adequada o cálcio.

Sua falta tem ligação direta e comprovada com diversas doenças, sobre as quais falaremos mais adiante. Os primeiros sintomas da deficiência do hormônio são dores óssea e musculares, além de inchaço nos punhos e nas costelas.

Os níveis de vitamina D podem ser averiguados com o exame 25 (OH) D, que deve ser solicitado por seu médico. A partir de uma amostra de sangue, o exame indica se você está dentro do nível desejável – que é maior do que 30 ng/mL.

A vitamina D é uma poderosa arma contra algumas doenças e precisa ser tratada com muita atenção em momentos como a gravidez, a adolescência e por aquelas pessoas que têm doenças ligadas a sua falta. Saiba mais abaixo.

Gestação
Gestantes com baixos níveis da vitamina D podem sofrer de pré-eclampsia, hipertensão arterial, têm maiores chances de precisar de uma cesariana e de ter o bebê prematuramente. “Há pelo menos 4 estudos clássicos mostrando a relação direta dos níveis de vitamina D e a sensibilidade insulínica e risco de diabetes”, afirma nosso endocrinologista, Dr. Mauro Scharf.

Quando a mãe tem deficiência da vitamina D, há chances de deficiência da mesma vitamina no feto. Neste caso, as chances de os níveis de cálcio do bebê serem insatisfatórios e de haver a possibilidade de raquitismo na infância são maiores.

Um estudo publicado pelo Medical Journal of Austrália relaciona, ainda, diabetes gestacional e baixos níveis de vitamina D. Entre as 147 mulheres com diabetes gestacional acompanhadas por um ano, 40% apresentou baixos níveis de vitamina D. “Isso pode levar a uma deficiência na formação óssea e gerar ossos fracos nos bebês”, revela Scharf.

Entre morenas e negras, os resultados foram ainda mais alarmantes. Isso se dá por uma dificuldade maior da produção do hormônio apenas com a ação da luz do sol.

Adolescência
Médicos do Hospital de Boston publicaram um artigo na Pediatrics & Adolescent Medicine que aponta que as adolescentes que usam suplementos de vitamina D têm menor probabilidade de sofrer fratura do estresse – pequenas rachaduras no osso que afeta quem faz exercício de alto impacto. Esse pode ser um indicador do risco futuro de osteoporose.

Sem excesso
Nem muito, nem pouco. A vitamina D precisa estar em equilíbrio, é o que mostra a pesquisa feita por médicos da Universidade Johns Hopkins e publicada no American Jornal of Cardiology.

Foram analisados dados de cinco anos de uma avaliação nacional com mais de 15 mil adultos. O resultado é que pessoas com níveis normais da vitamina D tiveram níveis mais baixos de proteína C reativa (PCR), que indica inflamação do coração. Já quem apresentou níveis elevados teve o risco de problemas do
coração aumentado.

Mantenha a vitamina em dia
Nosso médico, Dr. Mauro Scharf, recomenda a prática de exercícios físicos, alimentação balanceada e a exposição correta ao sol para manter os níveis ideais de vitamina D.

A exposição ao sol deve ser feita antes das 10 horas da manhã, durante 15 a 20 minutos, três vezes por semana, sem protetor solar. “Para pessoas com a pele mais escura, a frequência de exposição aos raios solares deve ser maior, pois a capacidade de sintetizar a vitamina D é reduzida”, conclui Scharf.

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