Stress e hipertensão, qual a ligação?

Nem sempre é alimentação ou predisposição – a pressão alta pode vir com o stress constante

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Dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão, mas o alerta vale para o ano inteiro. Cerca de 23% dos brasileiros foram diagnosticados com esta doença em 2010 e é normal ouvir por aí que o problema é o modo de vida atual – correria e muito stress. Será que é verdade?

É claro que má alimentação, sedentarismo, vícios e predisposição genética contam muito para fazer a pressão subir, mas não dá para excluir o stress desta equação. Ainda que não exista uma pesquisa conclusiva, que oficialize seus efeitos, situações de tensão fazem o cérebro liberar adrenalina e cortisol, hormônios que deixam o corpo agitado e estressado. O coração bate mais forte e os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, deixando o sangue no centro do corpo e diminuindo a quantidade dele nas extremidades. Isto pode fazer o coração bater mais acelerado e a pressão subir.

Quando o stress é momentâneo – durante um assalto ou diante de uma má notícia –, em pouco tempo o organismo se estabiliza e volta ao normal. No entanto, a vida moderna criou o chamado “stress crônico”, que coloca o corpo sob tensão durante dias ou semanas seguidas. São as contas, o trabalho, o trânsito, as discussões…

O importante é lembrar que não é preciso jogar tudo para o alto e se mudar para uma fazenda no interior. Mas rever alguns conceitos e prioridades já ajuda bastante para fazer o corpo relaxar.

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