Tabela nutricional dos alimentos: não basta ler, tem que entender

Muitas vezes esta tabela é encara como um conjunto de termos curiosos que por não serem de fácil compreensão passam despercebidos

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A tabela com informações nutricionais nas embalagens é obrigatória por lei.  Afinal, as calorias de um produto não são a única informação importante que merecem atenção. Saber analisar o alimento no geral é muito importante.

Muitas vezes esta tabela é encara como um conjunto de termos curiosos que por não serem de fácil compreensão passam despercebidos. Vale a pena entender um sobre o assunto e ficar ainda mais atento ao que você e sua família estão consumindo.

O rótulo sempre vai te orientar sobre a quantidade dos elementos nutricionais do alimento em questão. Pensando nisso, montamos uma lista com os itens que são obrigatórios no rótulo nutricional das embalagens:

Porção (em g ou ml): quantidade média recomendada que deve ser consumida para manter uma alimentação saudável. Na maioria das vezes este valor não representa o alimento inteiro. Por exemplo: um pacote com 140 g de batata palha pode conter uma tabela nutricional baseada apenas em uma porção de 30 g. Geralmente esta informação é expressa em medidas caseiras para facilitar o entendimento do consumidor.
%VD ou Valor Diário: indica a quantidade de calorias e nutrientes que o alimento exibe em relação a uma dieta média de 2.000 kcal. Essa média foi utilizada como referência para os valores diários. É importante saber que as necessidades variam de acordo com parâmetros como a idade, pratica de atividade física, estado de saúde do consumidor etc.

 

Valor energético: diz respeito às famosas calorias ou “kcal” como descrito em algumas embalagens. Elas representam a energia que o corpo produz a partir do consumo daquela porção da porção indicada. Estes valores energéticos também aparecerem com outra unidade de medida, os quilojoules (kJ). Nesses casos, basta lembrar que a cada 1 kcal corresponde a 4,2 kJ.


Carboidratos:
atuam como fontes energéticas para o corpo. A parcela não utilizada pelo organismo é armazenada em forma de gordura. Por isso, é preciso consumir a quantidade apropriada desse nutriente. Por isso é importante ficar de olho no %VD (descrito acima).

 

Proteínas: fundamental para músculos, células, tecidos, ossos, pele e cérebro. Em doses moderadas, garantem a manutenção da saúde e também proporcionam sensação de saciedade.


Gorduras totais: a
lém de serem muito energéticos, esses compostos auxiliam no transporte das vitaminas A, D, E e K. Seu consumo deve ser moderado, já que o abuso provoca aumento de peso. Enquanto 1 g de carboidrato contém 4 calorias, a mesma quantidade de gordura oferece 9 calorias.
Gorduras saturadas: encontradas principalmente em produtos de origem animal, como carnes, queijos etc. A ingestão excessiva desse tipo de gordura pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Gorduras trans: também chamadas de ácidos graxos trans, estão presentes principalmente em produtos industrializados, que levam gorduras vegetais hidrogenadas na preparação. Vale lembrar que a gordura trans não tem função importante no organismo e aumenta as chances de problemas no coração. Segundo a Anvisa, o ideal para consumo é no máximo 2g por dia.

 

Fibra alimentar: importantes para o bom funcionamento do organismo. Seus benefícios são o controle das taxas de glicemia e colesterol, a conservação das funções intestinais e o aumento do efeito de saciedade.

 

Sódio: poucos sabem, mas o nutriente é importante para a regulação hídrica e o desempenho adequado do cérebro. Porém, em excesso, provoca malefícios como retenção de líquidos e aumento de pressão arterial.