Teste da linguinha passa a ser obrigatório para recém-nascidos em todo país

Um procedimento simples que verifica se o bebê terá dificuldades para amamentar, mastigar e até falar

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Uma nova lei federal (Lei 13.002/2014) obriga hospitais e maternidades das redes publica e privada a fazer o chamado teste da linguinha em recém-nascidos. O objetivo do exame é detectar se existe alguma alteração no frênulo da lingua, membrana que liga a língua à parte inferior da boca, também conhecida como freio lingual. A alteração pode gerar a popular língua presa. Através  da avaliação é possível identificar se o frênulo lingual limita os movimentos da língua, que são importantes para sugar, mastigar, deglutir e falar.

A lei pode ser considerada um avanço em alguns aspectos, porém é preciso considerar alguns pontos em relação ao tratamento. Existem graus diferentes de língua presa e, por isso, o tratamento varia de acordo com o problema apresentado pelo bebe. Contudo, o diagnóstico do teste não significa que o bebê terá necessariamente que ser submetido a um procedimento para correção do problema.

A avaliação do frênulo da língua deve ser feita por profissional da saúde experiente e deve seguir um protocolo bem definido que deve consistir da avaliação de informações importantes, desde a historia clinica do bebe, antecedentes familiares, questionamentos sobre a amamentação, além do exame físico constituído por avaliação morfofuncional da língua e avaliação das funções orofaciais. Uma avaliação bem realizada é fundamental para decisões sobre futuras condutas.

O procedimento para tratamento, quando realizado em recém-nascidos é bem simples e indolor. Porém, quanto maior a idade a criança, mais dor e cuidados pós-operatórios ela poderá ter, já que a pele (ou membrana) que constitui o freio da língua vai engrossando e ficando resistente com o tempo.

Um profissional da saúde deve ser responsável pela avaliação inicial do frênulo lingual. Caso exista alguma variação expressiva, uma avaliação fonoaudiologia é indicada durante a internação do recém-nascido. Ela é necessária, pois avalia também os aspectos funcionais da amamentação, fundamental para decisões sobre futuras condutas.